Mil Pelo Planeta realiza plantio em Campo Grande no próximo sábado (03)

Em parceria com a Construtora Plaenge, 50 árvores nativas serão plantadas em praça da capital

29/11/2022 00h00 - Atualizado em 05/12/2022 às 13h06

Por Rúbia Pedra

O projeto de reflorestamento Mil Pelo Planeta realiza no próximo sábado (03) o plantio em parceria com a Construtora Plaenge em Campo Grande. Serão plantadas 50 árvores nativas na Praça República da Armênia, no bairro Giocondo Orsi, a partir das 8h.

Segundo o idealizador e coordenador do Mil Pelo Planeta, Neo Ávila, o plantio a ideia do plantio em parceria com a construtora veio da junção do projeto ‘Raízes’, que a empresa já trabalha, com o Mil, para unir forças e incentivar as práticas sustentáveis. “A ideia é fazer o projeto tomar mais corpo, incentivar os colaboradores a plantarem, a terem hábitos mais sustentáveis, e o reconhecimento de que unidos conseguimos mobilizar e conscientizar mais as pessoas, além da empresa, mas também a população, já que estamos falando de uma empresa que constrói sonhos e moradias”.

Para Neo, grande parte do trabalho com o mil é poder tirar do papel a ideia da sustentabilidade e poder fazer algo de fato. “É o fazer efetivo. O Mil, nesse contexto, contribui para a empresa sair do espaço coorporativo e ir para lugares que as pessoas utilizam para passear, fazer um piquenique e levar as crianças para o contato com a natureza na cidade”.

A expectativa é ter, além da adesão dos colaboradores da empresa, a adesão dos moradores ao redor da praça, que podem colaborar com a conservação das mudas e o acompanhamento de como elas estão se desenvolvendo. “Vamos fazer um plantio simbólico, são arvores todas nativas, algumas de porte médio, com muvucas de sementes. A própria coordenadora dos plantios, Élida Aiv, vai estar presente, e as muvucas vieram da propriedade dela em Bonito, fizemos juntos com ela e é legal poder levar pra a Capital”, pontua Neo. Além disso, o plantio vai utilizar o hidrogel, que auxilia no desenvolvimento das mudas até mesmo nos períodos de estiagem.

Neo conclui que ações como essas são importantes para mostrar que o Mil está no caminho certo do desenvolvimento sustentável. “Toda vez que uma marca quer se alia ao Mil Pelo Planeta, sentimos que ele está indo em uma direção legal, porque acreditamos que não só o governo e as prefeituras, mas as empresas e outras instituições que também fazem reflorestamento, todos unidos fazemos essa transformação acontecer de uma forma mais rápida, já que temos um certo sentimento de urgência nesse combate às mudanças climáticas e plantar é uma das ferramentas que temos disponíveis. O que precisamos mesmo é de ação, e esse movimento de sábado é uma ação mobilizadora, o principal veículo do mil pelo planeta, o poder de juntar pessoas e o quanto a gente puder contribuir para que mais plantios aconteçam simultaneamente em diferentes lugares, ampliando os plantios e ampliando essa ação, melhor ainda”.

“Me sinto muito grato e honrado de fazer o plantio na cidade que eu nasci, a capital do nosso estado. Viemos fazendo também o interior, que é a nossa raiz, o estado de Mato Grosso do Sul, e somos eternamente gratos a acolhida que o nosso lugar nativo trouxe para gente. Então todos os desafios, todos os obstáculos, conseguimos vencer porque estamos unidos, e cada vez que chega mais um voluntário ou um parceiro, é super positivo”, finaliza.

O QUE É O MIL PELO PLANETA?

O projeto “Mil Pelo Planeta” é um movimento de reflorestamento de árvores na parte do bioma do cerrado, e surgiu com uma ideia do designer Neo Ávila, que quando recém mudou para a cidade de Bonito, a 297 km da capital sul-mato-grossense. No dia da árvore, junto com uma amiga, ambos resolveram encontrar um espaço de um hectare para fazer um plantio. Neo pensou, “Dá para plantar umas mil árvores aqui”. E, assim, surgiu o Mil Pelo Planeta.

O “Mil” criou um modelo de integração com a natureza e as pessoas, em que é realizado o plantio em modelo agroflorestal, sementes ancestrais e tradicionais são semeadas e o uso da tecnologia se faz presente com agrominerais e hidrogel. Tudo para que as mudas de árvores nativas e frutíferas do cerrado se desenvolvam com mais vigor.

O projeto vem mostrando que é possível sim recuperar áreas com o reflorestamento e, mais do que isso, que é possível acreditar em um sonho e através da união das pessoas, transformá-lo em realidade.


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