Quase 10% da população de MS já possui a nova Carteira de Identidade Nacional
Novo RG substitui modelo antigo até 2032, unificando CPF e incluindo recursos como QR Code e padrão internacional
Por Lauren Netto
Desde janeiro deste ano, 285.834 moradores de Mato Grosso do Sul já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), conforme dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O número representa cerca de 9,8% da população do estado, com uma média mensal de 23,8 mil emissões. No Brasil, mais de 17 milhões de cidadãos já possuem o novo documento, que substituirá gradualmente o modelo antigo até 2032. A primeira via da CIN é gratuita e está disponível em três formatos: papel, policarbonato (plástico) e digital, acessível pelo aplicativo Gov.br.
Como emitir o novo RG? O agendamento é realizado pelo site oficial da Sejusp (http://servicos.sejusp.ms.gov.br), e o processo inclui os seguintes passos: • Escolher entre 1ª ou 2ª via do RG • Selecionar o posto de atendimento mais próximo • Definir data e horário • Preencher as informações solicitadas e confirmar o protocolo enviado ao e-mail cadastrado
Para emitir o documento, é necessário apresentar: • Obrigatórios: CPF e certidão de nascimento, casamento ou divórcio • Opcionais: Certidão de naturalização, número NIS, PIS/PASEP, título de eleitor, tipagem sanguínea, entre outros
Validade do documento A validade da CIN varia de acordo com a idade do portador: • Crianças até 12 anos: validade de 5 anos • Entre 12 e 60 anos: validade de 10 anos • A partir de 60 anos: validade permanente
Vantagens e mudanças A nova CIN unifica o CPF como número único de identificação e incorpora informações como tipo sanguíneo e doenças preexistentes, promovendo mais segurança e agilidade. O documento conta com QR Code para autenticação, além de um código internacional padrão MRZ, utilizado em passaportes, o que possibilita seu uso como documento de viagem.
O novo modelo também busca garantir maior cidadania e respeito à diversidade, alinhando-se a políticas públicas voltadas para a inclusão de pessoas LGBTQIA+.