Harmonizar sem cirurgia: Como é feito o processo de harmonização facial
O ácido hialurônico, uma das substâncias mais utilizadas nos procedimentos estéticos, atua na reestruturação da face, evita a flacidez e promove a harmonia do rosto
Com o aumento do alcance e do uso das redes sociais, é possível observar alterações de comportamentos e padrões sociais. Um deles se relaciona a desejos estéticos por mudanças faciais ou corporais, por meio de procedimentos muito ou pouco invasivos.
Segundo a médica dermatologista Cristina Katayama, a pressão por um visual que se enquadre nesse novo ideal de padrão afeta as clínicas de estética. “As mídias sociais provocaram o aumento na busca por procedimentos estéticos. Com isso, é comum pessoas chegarem mostrando um filtro do Instagram e pedindo um resultado que não é real”, comenta.
Essa pressão por padrões de beleza e autoaceitação fez aumentar a procura por intervenções estéticas em homens e mulheres. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2018 foram registradas mais de 1 milhão de cirurgias plásticas no Brasil e mais de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos.
Os procedimentos, que são menos invasivos, surgiram como alternativa às cirurgias com o propósito de suavizar sinais de envelhecimento e marcas de expressão. Um dos métodos em alta no momento, muito utilizado por influenciadores digitais, é o preenchimento com ácido hialurônico.
O ácido é um ativo produzido pelo corpo com propriedades hidratantes e estimulantes de colágeno. Por ser uma molécula que retém alta quantidade de água, ele mantém a pele hidratada, firme e lisa. Mas, com o passar do tempo, o organismo diminui a sua produção, sendo, em alguns casos, necessária a reposição. Pela capacidade que possui de preencher os espaços entre as células, o ácido hialurônico é bastante utilizado na redução das rugas e linhas de expressão.
Como age em diferentes áreas da face, há vários tipos do produto para funções específicas. O ácido mais pesado faz a estruturação, o mais leve atua como refinamento e outros hidratam a pele. “A partir dos 30 anos, começamos a perder o colágeno da pele e a elastina, que leva à flacidez. Os nossos ossos vão afinando e temos perda da bolsa de gordura da face, que é como se perdêssemos a estruturação facial. Então, o ácido hialurônico entra como um procedimento de estruturação”, explica a dermatologista.
O ativo pode ser aplicado em todo o rosto, mas o local mais comum é no terço médio, para restaurar o volume perdido na região da bochecha. Realizam-se, ainda, aplicações em cima do osso zigomático (maçã do rosto); nos cantos da boca, para tirar o aspecto caído; nos lábios, para dar volume; e na mandíbula, para marcar o contorno. Já no nariz, pode ser aplicado para uma modelação não cirúrgica.
Aos que desejam realizar o preenchimento, recomenda-se profissional capacitado. O método deve ser realizado dentro de uma clínica, com uso de anestésico. Quando injetado, o ácido provoca um leve ardor e, após o procedimento, é comum sentir dor, além do local da aplicação ficar com pontos roxos.
O cuidado após o processo é muito importante para evitar infecção e contaminação, “o paciente não deve manipular o local com as mãos, encostar o celular, o cabelo e animais de estimação na região. Além de evitar exercícios físicos e estar sempre em contato com o médico que realizou o procedimento”, explica Cristina.
A médica reforça a necessidade de consulta prévia, pois há contraindicações, como doenças, alergias, dismorfia corporal e idade recomendada para realizar o preenchimento. “Precisamos indicar corretamente esse procedimento e não o banalizar. Não acho que todo mundo tem que ser submetido a ele. Existem as indicações e contraindicações, que devem ser avaliadas pelo profissional”, conclui.
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