Mundo atinge oito bilhões de pessoas de acordo com a ONU
A Terra tinha menos de 1 bilhão de pessoas no século XIX, mas levou apenas 12 anos para crescer de 7 para 8 bilhões
Por redação
A população mundial ultrapassou os 8 bilhões de pessoas nesta terça-feira (15), segundo a estimativa oficial da Organização das Nações Unidas, que considera este "um importante marco no desenvolvimento humano" e um lembrete, em meio à COP27, de "nossa responsabilidade compartilhada de cuidar de nosso planeta".
Para a ONU, “esse crescimento é sem precedentes”. Em 1950, havia 2,5 bilhões de habitantes no mundo – é resultado “de um aumento progressivo da expectativa de vida graças aos avanços na saúde pública, nutrição, higiene pessoal e medicina”. Mas o crescimento da população também apresenta enormes desafios para os países mais pobres, onde é mais acentuado.
Conforme dados da ONU, a população global levou 12 anos para crescer de sete para oito bilhões, mas chegará a nove bilhões em cerca de 15 anos, em 2037. A partir deste ano, mais da metade da população mundial viverá na Ásia, com a Índia e a China representando a maior parte dos habitantes no leste e sudeste da Ásia, onde se concentram 2,3 bilhões de pessoas.
A Terra tinha menos de 1 bilhão de pessoas no século XIX, mas levou apenas 12 anos para crescer de 7 para 8 bilhões. A ONU projeta um “pico” de 10,4 bilhões na década de 2080 e uma estagnação até o final do século.
O secretário-geral da ONU, António Guterrez, afirmou que a ocasião era um motivo para “se maravilhar com os avanços na saúde que prolongaram a vida útil e reduziram drasticamente as taxas de mortalidade”, mas também um lembrete da “responsabilidade compartilhada” com a preservação do planeta.
A queda na velocidade do crescimento populacional foi puxada pela redução das taxas de fecundidade no mundo a partir da década de 1950, segundo o relatório. O índice mede a estimativa de filhos que uma mulher teria ao longo de sua vida reprodutiva (entre 15 e 49 anos). “Hoje, 2/3 da população global vivem em um país ou área onde a fecundidade ao longo da vida está abaixo de 2,1 nascimentos por mulher, aproximadamente o nível necessário para um crescimento 0 a longo prazo para uma população com baixa mortalidade”, diz o documento.
A manutenção do crescimento nas próximas décadas será alavancado principalmente por países africanos e asiáticos, com Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Tanzânia responsáveis por mais da metade do aumento projetado para o mundo até 2050.
O relatório também projeta que a Índia ultrapasse a China em tamanho de população em 2023, com mais de 1,4 bilhão de pessoas. Já o percentual de pessoas com 65 anos ou mais deve passar de 10% em 2022 para 16% em 2050, mais do que o dobro de crianças de até 5 anos e aproximadamente igual ao número de jovens de 12 anos.
“Os países com populações envelhecidas devem tomar medidas para adaptar os programas públicos ao número crescente de idosos, inclusive estabelecendo cuidados de saúde universais e sistemas de cuidados de longo prazo e melhorando a sustentabilidade da segurança social e dos sistemas de pensões”, afirma o documento.
Segundo a ONU, o Brasil deverá se manter como o 7º mais populoso do mundo até pelo menos 2050, com 230 milhões de habitantes no país. Hoje, são 215 milhões.