Café em cápsula: tecnologia e inovação

A cápsula foi inventada pela primeira vez em 1995 e é considerada uma criação revolucionária

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Por redação

Café em cápsula é uma tecnologia desenvolvida para facilitar o preparo do café espresso em sua casa. O café é moído e acondicionado dentro de compartimentos chamados cápsulas que podem ser de alumínio ou de plástico. Atualmente, foram desenvolvidas cápsulas em outros tipos de materiais não descartáveis que você pode preenchê-las com o pó de café, além de serem compatíveis com os principais modelos de máquinas de espresso em formato de cápsulas.

A quantidade de pó de café dentro das cápsulas pode variar entre 5 e 7 gramas. Essa variedade depende da marca, do tipo da máquina de espresso e até mesmo de quem está comercializando as cápsulas, uma vez que os produtores de café, cafeterias, entre outros, conseguem produzir esse tipo de produto nos formatos das máquinas disponíveis no mercado.

Origem

O café em cápsula foi inventado por John Sylvan no ano de 1995. Sua invenção pode ser considerada como revolucionária no mundo dos métodos de preparo de café, principalmente quando se refere ao preparo nas residências.

Atualmente, o mercado mundial de café em cápsula é gigantesco, com várias empresas atuando nesse setor, com diferentes tipos de máquinas e cápsulas. Inclusive, já há máquinas que preparam outros tipos de bebidas em cápsula, como chá e até cerveja.

Para chegar ao formato e no material da cápsula perfeita, John Sylvan teve que experimentar uma quantidade enorme de café diariamente. No mesmo ano que desenvolveu as cápsulas, ele chegou a ser internado por causa de palpitações no coração por ter tomado mais de 40 cafés em um único dia.

A história diz que dois engenheiros da Nestlé tiveram a ideia de criar uma máquina para facilitar a produção de espresso após observarem o trabalho de um barista em uma cafeteria na Itália. Perceberam que durante o preparo do espresso, havia um grande desperdício e de esforço por parte do profissional, pois a bebida só era servida se fosse feita da maneira correta.

Assim, observaram que havia ali uma possibilidade de desenvolver um equipamento que reduzisse ou eliminasse esse desperdício e que fosse simples, prático e que pudesse ser utilizado por qualquer pessoa, mesmo que elas não tivessem treinamento ou conhecimento sobre como preparar um espresso perfeito.

O surgimento da Nespresso

Com o projeto em mente, os engenheiros desenvolveram uma máquina que acabou sendo lançada no mercado como Nespresso. No início, o foco mercadológico era no mercado comercial. Essa história ocorreu na década de 70 e, curiosamente, a máquina não fez sucesso após a sua divulgação pela empresa.

O produto começou a tomar corpo na década de 80, mas foi somente nos anos 90 que começou a ganhar mercado. Percebendo que as máquinas não estavam ganhando espaço no mundo corporativo, a Nestlé alterou a estratégia e passou a vender a Nespresso com foco no mercado residencial.

E a grande sacada foi posicionar a máquina em cápsula como um item de luxo. Para isso, as máquinas foram projetadas a partir de um forte trabalho no desenvolvimento de seu design para que as pessoas pudessem deixá-las nos ambientes das casas funcionando como um item decorativo.

Preparo

O café leva pouquíssima água, cerca de 40 ml na versão mais curta e 110 ml no longo, mais diluído. As cafeteiras de cápsulas fazem uma dose de cada vez, então lidam com bem menos líquido que uma cafeteira doméstica comum, com seu enorme reservatório.

A quantidade modesta de líquido é o que mais influencia. No interior da Nespresso, há um componente batizado de termobloco. Trata-se de uma peça de cobre dentro da qual corre um cano estreito, em forma de espiral.

O cobre esquenta rápido e transfere calor com muita eficácia para a água que corre no cano. O número de voltas da espiral aumenta a área de contato com o metal, acelerando ainda mais o aquecimento.

O termobloco opera entre 105 °C e 106 °C e se desliga automaticamente, por segurança, caso supere 167 °C. Para completar, a pressão no interior da cafeteira é 19 vezes superior à da atmosfera terrestre. Esse valor é calculado com muito cuidado. A água deve passar por toda a tubulação interna do aparelho com energia suficiente para sair do outro lado e extrair as propriedades do café.

Quanto mais rápido o líquido atravessar o sistema de aquecimento, menos tempo ele passará em contato com o cobre, e aí, há o risco de a temperatura não atingir o patamar necessário.