Qual a origem do álbum de figurinhas da Copa do Mundo?

O primeiro registro de um álbum de figurinhas colecionáveis no Brasil é da Copa de 1950

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Por redação

Em 1950, ano que a Copa do Mundo teve sede no Brasil pela primeira vez, o álbum de figurinhas colecionáveis surgiu no país. Idealizado pela “A Americana Ltda”, fábrica de doces, os cromos acompanhavam, como brindes, as balas compradas. Entretanto, foi com a “Panini”, atualmente uma das maiores editoras do mundo, que o ato de colecionar e completar álbuns de campeonatos se solidificou.

Por mais que seja referência mundial no segmento hoje, a Panini começou em 1958 como uma banca de jornal em Modena, cidade Italiana. Os donos, Giuseppe e Benito Panini, iniciaram as vendas em 1961, com um álbum focado no campeonato italiano de futebol. Porém, foi em 1970 que o sucesso veio, com a Copa sediada no México, que, inclusive, foi o evento no qual o Brasil levantou a taça “Jules Rimet” pela terceira vez.

Desde então, a Panini é a responsável por todos os álbuns de figurinha da Copa, com treze edições lançadas, sendo a mais recente a da Copa do Qatar, de 2022.

A história dos álbuns de figurinha

Antes de estar alinhado ao mundo do futebol, o hábito de colecionar figurinhas foi muito utilizado como catalisador de vendas no final do século XIX. No Brasil, a publicação da tabacaria “Estrela de Nazareth” é considerada, por historiadores, como o primeiro álbum de figurinhas nacional. Circulando no início do século XX, o “60 Bandeirinhas”, como era chamado, comportava 60 cromos, cada um correspondente à bandeira de um país.

Curiosidades

Ao longo dos seus mais de 50 anos de existência, os álbuns de figurinha das Copas do Mundo passaram a fazer parte do imaginário do evento da FIFA. As trocas, a socialização e a busca por aquela figurinha mais difícil já são, praticamente, tradições essenciais para a construção do clima do torneio.

Brasil é o maior consumidor de figurinhas

Segundo a Panini, em pesquisa realizada em 2018, o Brasil é líder no número de consumo de figurinhas. De acordo com o estudo, durante a Copa da Rússia, o consumo do Brasil representou duas vezes o montante da compra da Alemanha, a segunda colocada. Isso demonstra a importância que o hobbie possui dentro da sociedade brasileira.

Troca de figurinhas e socialização

As trocas de cromos, de acordo com pesquisadores, é uma importante forma de socialização, tanto para crianças quanto para adultos. Quase todas as cidades possuem aqueles lugares que já são conhecidos como pontos fixos para a troca de figurinhas. A prática é uma forma de conhecer outras pessoas com interesses parecidos, desenvolver amizades e, por que não? Conseguir terminar a sua coleção.

Toda edição de Copa tem as figurinhas mais raras e procuradas pelos colecionadores. De 1970 a 2006 as mais procuradas foram estas:

1970: Pelé (Brasil); 1974: Cruyff (Holanda); 1986: Maradona (Argentina); 1990: Matthaus (Alemanha); 1994: Romário (Brasil); 1998: Thierry Henry (França); 2006: Ronaldinho Gaúcho (Brasil).