Documentário sobre Kobra é selecionado para festival em Nova York

Longa sobre muralista brasileiro Eduardo Kobra vai para o maior festival de documentários dos Estados Unidos

Por

Por redação

O documentário “Kobra – Auto Retrato”, sobre o muralista brasileiro Eduardo Kobra foi selecionado para o 13º Festival de Documentários de Nova York, o maior festival do gênero nos Estados Unidos, que acontece entre 14 e 27 de novembro.

Dirigido por Lina Chamie, o filme teve sua primeira exibição no Festival do Rio, que aconteceu entre os dias 6 e 16 de outubro. O longa também entrou para a programação da 6ª Mostra de Cinema em São Paulo e foi exibido nesta sexta-feira (21/10) no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

O documentário chega dia 17 de novembro aos cinemas brasileiros e conta a trajetória de Kobra, desde grafites ilegais nas ruas de São Paulo até pintar grandes murais em mais de 30 países.

LINK|-|https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=1qxTOwIb7H0&feature=emb_title|-| Assista ao trailer do filme

Sobre Eduardo Kobra

Da periferia de São Paulo para o mundo. Nascido em 1975 no Jardim Martinica, bairro pobre da zona sul paulistana, o artista Eduardo Kobra se tornou um dos mais reconhecidos muralistas da atualidade, com obras em 5 continentes.

Desde os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, ele detém o recorde de maior mural grafitado do mundo – primeiro com ‘Etnias’, pintado para celebrar o evento, com 2,5 mil metros quadrados; marca superada por ele mesmo em 2017, com uma obra em homenagem ao chocolate que ocupa um paredão de 5.742 metros quadrados às margens da Rodovia Castello Branco, na Região Metropolitana de São Paulo.

Uma de suas obras mais famosas é ‘O Beijo’, executada em 2012 no High Line, em Nova York – apagada quatro anos mais tarde. Trata-se de uma releitura cheia de cores da imagem feita pelo fotojornalista norte-americano Alfred Eisenstaedt (1898-1995) em 13 de agosto de 1945, quando o povo saiu às ruas para comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial.

Kobra começou a desenhar em muros na clandestinidade, como pichador, ainda durante a adolescência. O gosto pela espontânea arte de rua já era visível no garoto, que colecionava advertências por intervenções não autorizadas na escola e chegou a ser detido três vezes por crime ambiental – justamente por conta do uso irregular de sprays em muros das redondezas.


Notícias Relacionadas »