Por redação
Eduardo Riedel (PSDB) foi eleito o novo governador de Mato Grosso do Sul. Com 90,26% das urnas apuradas neste domingo (30), Riedel teve 725.149 votos, o que corresponde a 56,38% dos votos válidos, contra 561.008 votos, o equivalente a 43,62% para Capitão Contar (PRTB).
Essa é a primeira eleição que Eduardo Riedel (PSDB) disputou. Ele é o candidato do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que deixa a administração pública estadual no final de 2022. Riedel foi secretário de Governo e Gestão Estratégica do governo atual.
Como vice da chapa de Riedel, disputa Barbosinha (PP), que é atualmente deputado estadual. Da região de Dourados, Barbosinha é advogado, já foi titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública(Sejusp), além de diretor-presidente da Sanesul.
Eduardo Corrêa Riedel nasceu no Rio de Janeiro e passou parte da infância na fazenda da família, no interior de Mato Grosso do Sul. Morou no Rio durante a juventude e, pelo contato com o agro desde criança, cursou Ciências Biológicas e fez mestrado em Zootecnia. Ainda nessa época, conheceu sua esposa, Mônica.
Agora, eleito governador de Mato Grosso do Sul, colocará suas propostas em prática nos próximos quatro anos.
Biografia
Riedel tem 53 anos e é natural da cidade do Rio de Janeiro. É produtor rural e graduado em Ciências Biológicas com mestrado em Zootecnia e Gestão Empresarial e Gestão Estratégica.
Em 1995, Riedel assumiu a gestão da propriedade rural da família, em Maracaju. Com foco na gestão e na tecnologia, mudou o perfil produtivo da Fazenda Sapé – tornando-a referência em governança familiar, sustentabilidade e diversificação.
Foi presidente do Sindicato Rural de Maracaju, da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), do conselho deliberativo do Sebrae/MS e diretor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Também foi secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica por seis anos, entre o primeiro e o segundo mandato do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Depois, ainda na mesma gestão, assumiu o cargo de secretário estadual de Infraestrutura, função em que permaneceu até maio deste ano, quando renunciou para disputar o governo do estado.
Plano de governo
Com 38 páginas, o documento lista uma série de medidas que ele pretende adotar como governador. Entre elas, ampliar o valor do programa Mais Social, do atual governo, de R$ 300 para R$ 450. Ainda na área de assistência, pretende prorrogar o prazo do benefício da Conta de Luz Zero e da CNH MS Social.
Na área de educação, deseja ampliar as escolas de tempo integral e implantar o Voucher Qualificação, para ampliar as oportunidades de conexão das pessoas com o mercado de trabalho.
Na saúde, pretende criar policlínicas nas quatro regiões de saúde, com serviços de imagens e bloco de atenção multiprofissional para apoio neuropsicomotor, voltados às doenças genéticas, crônicas, degenerativas e transtornos intelectuais (autismo). Quer, ainda, ampliar o uso da telemedicina, medicina bioeletrônica e inteligência artificial fortalecendo a interface entre Saúde e Ciência.
O candidato propõe implantar o programa Acolhe MS, visando o atendimento da população LGBTQI+, sistema prisional, população indígena, quilombolas, ribeirinhos, moradores em situação de rua, ciganos, moradores do campo e população negra.
Na segurança pública, ele apresenta o projeto para intensificar o combate ao feminicídio, às práticas de assédio, ao racismo e a todas as formas de violência. Quer ainda combater a criminalidade nas regiões de fronteira e na Rota Bioceânica e implantar o Programa Observatório Social, para utilizar a inteligência de dados no combate ao crime.
Na segurança pública, ele apresenta o projeto para intensificar o combate ao feminicídio, às práticas de assédio, ao racismo e a todas as formas de violência. Quer ainda combater a criminalidade nas regiões de fronteira e na Rota Bioceânica e implantar o Programa Observatório Social, para utilizar a inteligência de dados no combate ao crime.
Na segurança pública, ele apresenta o projeto para intensificar o combate ao feminicídio, às práticas de assédio, ao racismo e a todas as formas de violência. Quer ainda combater a criminalidade nas regiões de fronteira e na Rota Bioceânica e implantar o Programa Observatório Social, para utilizar a inteligência de dados no combate ao crime.
Para promover o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel quer incentivar os investimentos em novas cadeias produtivas, com a indústria da defesa e empresas de logística e equipamentos. Propõe ainda atrair empresas alinhadas às vocações, às potencialidades e às dinâmicas econômicas de cada município.
Eduardo Riedel projeta usar as mídias sociais para ampliar as oportunidades de capacitação e qualificação profissional e estimular o aumento da empregabilidade de mulheres e jovens.
Na infraestrutura, quer priorizar os investimentos em obras que facilitem o escoamento da produção. Propõe ainda implantar o programa Rede de Conexão Produtiva visando a melhoria das pistas e estruturas de aeroportos e elaborar o plano estadual de ciclovias.
O candidato também quer consolidar projetos de infraestrutura, transporte e logística na Rota Bioceânica, ao longo do traçado das ferrovias implantadas e em implantação e em outros pontos estratégicos de escoamento da produção.
Na área ambiental, entre suas propostas está a de rever a legislação de pesca no estado visando criar um marco jurídico que crie oportunidades de conservação da biodiversidade e de desenvolvimento sustentável para todas as modalidades de pesca. Pretende também incentivar a produção e a utilização de energia solar, de biocombustíveis e outras fontes de energias renováveis. Na área de moradia popular, pretende reduzir o déficit habitacional.
Para o segmento do esporte, uma das propostas de Eduardo Riedel é implantar centros regionais de esporte para atendimento de crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos. Quer também fortalecer as práticas esportivas locais: escolinhas de futebol, ginásios, terrão, rotas de caminhada, academias ao ar livre, ciclismo e outras.
Na cultura, o candidato se dispõe a manter e requalificar espaços culturais buscando o uso de prédios em desuso ou subutilizados. Planeja ainda oferecer capacitação e qualificação aos trabalhadores dos segmentos artísticos e culturais.
Na gestão pública, uma de suas propostas é promover a integração digital dos serviços públicos. O candidato quer reduzir a máquina pública por meio de processos digitais visando reduzir o custo do estado para o cidadão.