TSE exonera funcionário responsável por inserções eleitorais

Alexandre foi exonerado e expulso do prédio do Tribunal por seguranças

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Por redação

O servidor exonerado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre Gomes Machado, procurou a Polícia Federal nesta quarta-feira (26) para relatar que foi demitido após levar a conhecimento dos superiores uma mensagem recebida de uma emissora de rádio, informando que entre os dias 7 e 10 de outubro deixou de exibir 100 inserções de propaganda eleitoral do candidato Jair Bolsonaro (PL).

Na Corte, Machado era responsável pelo recebimento dos arquivos das propagandas eleitorais e pela disponibilização das peças no sistema eletrônico do TSE, permitindo o acesso de emissoras de rádio e TV às inserções dos candidatos.

Na segunda-feira (24), a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) acionou o TSE e afirmou que diversos comerciais da campanha não foram veiculados em rádios. O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal, determinou o envio de documentos que comprovassem a acusação. A campanha de Bolsonaro encaminhou na terça-feira (25) ao TSE um documento com mais informações sobre a suposta supressão de inserções.

DEPOIMENTO PARA A PF

Nesta quarta-feira (26), Machado foi à PF para prestar um depoimento sobre o tema. O ex-funcionário do TSE afirmou que foi demitido depois de falar para seus superiores sobre supostas irregularidades na veiculação de inserções de Bolsonaro. “Que especificamente na data de hoje, o declarante [Machado], na condição de coordenador do pool de emissoras do TSE, recebeu um e-mail emitido pela emissora de rádio JM On Line na qual a rádio admitiu que, dos dias 7 a 10 de outubro, havia deixado de repassar em sua programação 100 inserções da Coligação Pelo Bem do Brasil, referente ao candidato Jair Bolsonaro”, diz o depoimento.

ENTENDA O CASO

A campanha do presidente afirma que diversas inserções deixaram de ser veiculadas em rádios. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o chefe de comunicação da campanha de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, deram entrevista a jornalistas para falar sobre o tema.

Os advogados do chefe do Executivo classificam o fato como “gravíssimo, capaz de efetivamente assentar a ilegitimidade do pleito”. Bolsonaro pediu ao TSE a “imediata suspensão da propaganda de rádio” da coligação do petista.

Ao pedir mais informações, Moraes disse que a acusação enviada ao TSE não tem “qualquer prova e/ou documento sério”. O pedido da campanha se baseia em um relatório feito pela Audiency Brasil Tecnologia, sediada em Santa Catarina e que se apresenta como “plataforma de distribuição, gerenciamento e acompanhamento de veiculações das campanhas de mídias offline (rádio)” em tempo real. “Tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”, declarou Moraes.

Veja aqui o depoimento do servidor à Polícia Federal:


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