Por redação
O preço médio das passagens aéreas no Brasil subiu 36,4% de janeiro a julho deste ano, para R$ 606,42, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em comparação ao mesmo período de 2021. O salto é puxado principalmente pela alta do dólar, já que as empresas do setor têm metade dos custos atrelados à moeda americana, e do combustível. Nas rotas mais disputadas, como a ponte aérea Rio-São Paulo, o preço de um único trecho pode se aproximar dos R$ 3 mil para viagens nos próximos dias.
O brasileiro voltou a viajar, e a oferta de voos está quase de volta ao nível pré-pandemia no país, mas não há expectativa de queda no preço dos bilhetes no curto prazo, afirmam especialistas. Para quem viaja a passeio, a solução é se planejar, pesquisar e comprar com antecedência.
Para as viagens de negócios, o caminho é mais estreito. Uma passagem de Santos Dumont para Congonhas no início da próxima segunda-feira, por exemplo, custa a partir de R$ 2.755,83 com a Gol. Os preços das concorrentes não são muito diferentes. A mesma pesquisa indicou valor de R$ 2.804,83 para a Azul e de R$ 2.989,83 para Latam.
Nos últimos 12 meses, os bilhetes aéreos no Brasil acumulam alta de 47,35%, segundo dados do IPCA-15 de setembro. Em junho deste ano, a subida em 12 meses atingiu 123%. Além da alta do querosene, as empresas ainda estão lidando com passivos da pandemia. "Muitos passageiros que ficaram com passagens retidas durante a pandemia e não optaram pelo reembolso estão remarcando os bilhetes para agora e as empresas precisam acomodá-los", pondera Ricardo Catanant, diretor da Anac.
"A procura por passagens aéreas vem antes de alguns sinais de retomada da economia. E essa demanda tem vindo com força. Por vezes, as empresas não têm condições de retomar rapidamente a oferta de serviços. Isso implica em uma série de desafios, como trazer de volta aviões que haviam sido devolvidos ou estavam em estado de preservação, e recontratar profissionais, que precisarão passar por treinamentos", explica Catanant.
Antecedência de compra
Sem dúvidas aqui é onde haverá bastante impacto no custo de uma passagem aérea. O motivo? A precificação da cia aérea é baseada na antecedência vs % vendida.
Vejamos: Imagine um voo específico que acontecerá daqui a seis meses. O sistema faz a seguinte análise: quantos % deveria ter vendido com seis meses de antecedência? Vamos imaginar que seja 10%, se a cia aérea vendeu só 8%, ela tende a precificar a passagem mais barata, para que chegue mais rápido ao seu orçamento previsto.
Se seis meses antes do voo a cia aérea já conseguiu vender 15% dos assentos, o preço da passagem será mais cara, essa precificação é realizada de forma automática por um algoritmo e para todos os voos disponíveis. Se você for realizar uma viagem, faça seu planejamento com antecedência e reserve passagens com valores acessíveis. Realizar pesquisas em diferentes empresas é importante para ver a variação de preço e qual é o melhor em custo beneficio.