Fundo Monetário Internacional (FMI) amplia a projeção do PIB brasileiro para 2022

A estimativa do PIB do Brasil está abaixo da média global e o FMI espera um crescimento de 2,8% para este ano

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Por Vinícius Reis

Esta semana o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou a atualização de seu relatório de monitoramento da economia global. Nele, o órgão apontou um crescimento para o PIB do Brasil para 2022 de até 2,8% na economia, aumento de 1,1 ponto percentual em relação à publicação do mês de julho.

Ainda assim, a previsão do PIB brasileiro está abaixo da média mundial, que deve crescer 3,2%, abaixo da média dos países da América Latina e Caribe, que devem crescer 3,5%, e abaixo da média dos países emergentes. A estimativa do FMI é que as economias emergentes, ou em desenvolvimento cresçam 3,7% neste ano.

O FMI calcula, portanto, uma desaceleração da economia mundial neste ano em comparação com 2021. No ano passado, o mundo cresceu 6%, quase o dobro do previsto para este ano. Segundo a instituição, a alta inflação, a invasão da Ucrânia, os lockdowns na China e a persistência da pandemia da covid-19 estão entre os principais motivos dessa desaceleração.

INFLAÇÃO BRASILEIRA

O FMI também destacou o cenário inflacionário em seu relatório, lembrando que a alta dos preços disparou para os maiores patamares em várias décadas no mundo, provocando aperto da política monetária e dos orçamentos das famílias, bem no momento em que diminui o apoio fiscal relacionado à pandemia.

Para o mercado emergente e economias em desenvolvimento, a inflação deve subir de 5,9% em 2021 para 9,9% em 2022 e desacelerar a 8,1% em 2023. A inflação ao consumidor no Brasil, conforme calculada pelo FMI para o final de período, deve ficar em 6,0% este ano e 4,7% em 2023. Especialistas consultados pelo Banco Central projetam um IPCA de 5,71% para este ano e de 5% para 2023.

OS MAIORES MOTIVOS

Os fatores de preocupação para o momento turbulento da economia global são a continuidade da invasão russa na Ucrânia, os choques inflacionários que persistem e a desaceleração chinesa.

A guerra da Ucrânia havia causado desde o início um impacto no mercado internacional de alimentos e combustíveis, especialidades de exportação daquela região. Mas a escalada do conflito desencadeou uma grave crise energética na Europa, pela dependência do continente no comércio com os russos.

Os preços de energia, em especial, do gás natural, têm gerado pressão extra no custo de vida da população europeia, que vê os índices de inflação nos patamares mais altos em quase 50 anos.


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