Por Vinícius Reis
As redes sociais estão cada vez mais no centro de estratégias de marketing, tanto de empresas, lojas e também agora na política. Porém, essa prática também contribui para a propagação de fake news, e em 2022, um ano eleitoral, as fake news cresceram e se disseminaram em massa.
O aumento significativo do uso das redes sociais, com a propagação de informações sem checagem nos canais digitais, fez crescer de forma preocupante o número de notícias que não têm compromisso com a verdade e induzem interpretações errôneas.
A Avast, popular empresa de cibersegurança, publicou uma pesquisa que revela noções sobre a disseminação das fake news em um dos momentos mais importantes para o Brasil. Segundo o relatório, 79% dos brasileiros encontraram ou receberam notícias falsas durante as eleições deste ano.
Os dados são revelados após testes indicarem que grandes mídias, como o Facebook, não agiram de forma satisfatória ao impedir que fake news sobre o período eleitoral fossem compartilhadas em suas plataformas. Da mesma forma, 57% dos entrevistados não acreditam ou não têm certeza de que as redes sociais são fontes confiáveis para a informação.
Avaliar uma notícia ou a informação publicada é o primeiro passo para saber se é fato ou não o que foi publicado, fazer pesquisas e entender sobre o assunto é o mais importante para acabar com as fake news e melhor não disseminar a informação falsa em massa.
De acordo com uma análise realizada pelo analista em redes sociais, Lúcio Uberdan, as principais mentiras divulgadas no pleito trazem abordagens de cunho religioso. Outros assuntos presentes são a situação dos processos de Lula, o combate ao “comunismo” e todo um grande leque de questões morais – como aborto, relações homoafetivas e família.
“É importante entendermos que no mínimo um terço do eleitorado de Bolsonaro é neopentecostal. É uma concentração enorme e também uma dependência enorme de um ator político com um único grupo social e os valores impostos internamente, muitas vezes deturpados por líderes inescrupulosos”, destaca.
Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou métodos para combater a fake news diretamente e tirar do ar tudo que não condiz com o fato real. Uma delas é a página Fato ou Boato, que desmente diversas inverdades propagadas pela internet contra o sistema de votação. Outro espaço virtual relevante para consulta é a página Urna eletrônica e a segurança do processo eleitoral. Ambas as páginas rebatem as notícias falsas fornecendo informações corretas e verdadeiras, provenientes da Justiça Eleitoral e divulgadas por mais de 150 parceiros do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação.
No Portal do TSE, eleitoras e eleitores ainda podem encontrar inúmeras informações sobre a credibilidade do processo eleitoral brasileiro e sobre as diversas etapas de auditoria e fiscalização do sistema eletrônico de votação por entidades públicas, privadas e profissionais. No mês de junho, o TSE publicou a série #DemocraciaEmPílulas, que destaca as ações do Tribunal no enfrentamento da desinformação, entre outros assuntos.
Cidadãs e cidadãos também podem seguir os perfis do TSE nas redes sociais no Instagram, Facebook, Twitter, Flickr, YouTube e TikTok, onde diversas dúvidas sobre o processo eleitoral e as eleições são esclarecidas.
Confira os links de verificação e para denunciar notícias e informações falsas.
LINK|-|https://www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato/|-|Página fato ou boato
LINK|-|https://api.whatsapp.com/send/?phone=556196371078&text&type=phone_number&app_absent=0|-|WhatsApp TSE