Vozes que resistem: Ouça a diversidade dos artistas de MS

Eletrônica, brasilidades e rap ampliam vozes e identidades de artistas do MS

Por

LADY AFRO

“Já é difícil você ser mulher aqui em Campo Grande, ser DJ preta é mais difícil ainda”. É na busca por representatividade e ancestralidade que nasceu Lady Afro. Andressa Santana, idealizadora de si mesma, sempre gostou de ouvir música e dançar, já fez aula de ballet, jazz e danças urbanas. Começou fazendo performances em baladas LGBTQIA+, onde recebeu o primeiro convite para tocar. Lady Afro nasceu como uma persona da DJ, focada em músicas dos estilos funk, hip hop, afrofunk, afrobeat e brasilidades. Além desse projeto, ela ainda participa do duo de DJs AKKIRAS junto com August Santana e também é produtora cultural da festa Afro Guetto. “A música para mim é uma frequência, é o que eleva as pessoas. Ela já me salvou muitas vezes, é minha terapia”.

LINK|-|https://m.soundcloud.com/andressa-saantana/afrofunk?ref=clipboard&p=i&c=1&utm_source=clipboard&utm_medium=text&utm_campaign=social_sharing|-|Ouça o set da DJ Lady Afro!

JOOL AZUL

“Tenho uma proposta de show em que a plateia entre e sai cansada, que ela pense um pouco ou pelo menos me ache louca”. É com essa ideia crítica que Juliana Araújo, a Jool Azul, estrutura seu processo criativo e sua paixão pela performance no palco, não querendo que as pessoas apenas achem suas composições bonitas. Jool acredita que a música é uma parte sua e seu destino. A artista faz parte do espectro autista e, aos 14 anos, foi diagnosticada com altas habilidades, o que, em sua visão, exerce uma influência na forma com que a música a toca. Jool é acadêmica de música da UFMS, professora de canto, pesquisadora sobre performance e, no futuro, performer. Começou no MPB, participou de uma banda de rock psicodélico chamada Quarto Minguante e tem Elis Regina como uma de suas maiores referências. Desde ano passado participa do selo musical Mandioca Records, com o qual produziu a música Marcha sublime.

LINK|-|https://youtu.be/NkokTOTmZuQ|-|Veja o lyric vídeo da canção.

CRUEL

“O hip hop e o rap trouxeram voz para os meus pensamentos e tudo que eu já vivi”. MC Cruel escuta rap desde criança, quando nem mesmo entendia as letras das canções. Hoje, ele sabe o que tudo significa no movimento hip hop e assume-o como um estilo de vida. Participou de sua primeira batalha de rima em 2016, mas, anos antes, foi apresentado às batalhas por meio de um áudio gravado no MP3 do colega da escola, e foi isso que fez com que o jovem artista se apaixonasse pelo freestyle, traduzido como estilo livre. “Eu gosto de estar vivendo a arte do improviso, desde a hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir, é tudo improviso”, afirma. Em 2020, Cruel ganhou o Duelo Estadual de MCs, o que levou-o a participar no Duelo Nacional no ano seguinte. Não levou o prêmio, mas já acumula várias outras classificações, como a participação na seletiva da Freestyle Master Series (FMS) para disputar uma vaga na batalha de 2023.

LINK|-|https://open.spotify.com/artist/3aF8F09BkcQdnIBnTFM0kL?si=-oC1sJ1mRjuPLOBKXPLknA|-|Conheça o trabalho do MC Cruel!

LINK|-|https://drive.google.com/file/d/14ALnzemk5Rar7uoFc-WM58zR3UJkAMiA/view?usp=sharing|-|Acesse o conteúdo completo da 14° edição da CG City!


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