Por Rúbia Pedra
Natural de Campo Grande, Alysson Rodrigo Maruyama, o Aly, sabia que o jornalismo estava em seu destino desde criança. Nessa época, mesmo nas brincadeiras, imitava os repórteres na televisão e já avisava aos pais: “Um dia eu vou estar lá!”. Assim, durante o ensino médio não tinha dúvidas de qual graduação e carreira queria para sua vida.
Como um bom geminiano comunicativo, não hesitou ao escolher o telejornalismo como especialidade. Durante a faculdade, no auge dos VJ’s da MTV, sonhava em cobrir eventos com famosos e entrevistá-los, mas pela distância dos grandes centros, ficou com o hardnews de Campo Grande.
Na época, fez estágios na faculdade e, quando estava para se formar, conseguiu uma oportunidade na TV Morena, afiliada da TV Globo em Mato Grosso do Sul. “Comecei a fazer estágio lá quatro meses antes de me formar, no final de 2008. Quando formei, fiquei dois meses em Campo Grande cobrindo férias e o desafio foi apresentar o Globo Esporte ao vivo, nunca tinha feito. Era um bloco só, seis minutos”, relembra.
Aly relembra que quando sua primeira matéria foi ao ar, seus pais, que moravam no Japão na época, ligaram emocionados falando do orgulho que tinham e que lembravam que desde criança ele afirmava que iria chegar lá. Depois da fase em Campo Grande, Aly foi para Corumbá, onde atuou como repórter, mas por ser uma estrutura diferente da capital, fez de tudo um pouco na produção das matérias. Quando estava por lá, fez sua primeira aparição em um link ao vivo e a primeira matéria de denúncia para o nacional.
Assim que voltou de Corumbá, foi convidado para trabalhar em São José do Rio Preto, onde ficou por um ano, até ser convidado para voltar para a TV Morena e expandir o projeto de matérias nacionais, como repórter de rede. “Eu falo sobre aproveitar as oportunidades, talvez se eu não tivesse saído, me destacado, não teria voltado com um trabalho mais reconhecido. Quando voltei, foi focado nisso, minha meta era entrar no Jornal Nacional”. Com o tempo, Aly virou coordenador do núcleo Globo na afiliada.
Um dos momentos mais legais da carreira, segundo ele, foi a oportunidade de apresentar a edição especial do Globo Repórter sobre a novela Pantanal. A experiência foi a realização de um sonho e o convite para participar, uma surpresa. “A gente realiza um sonho quando a gente sonha com aquilo. Não vou dizer que nunca sonhei, mas achava uma coisa tão distante, então nunca cogitei. Me chamaram para uma reunião, eu até me emocionei, fiquei muito surpreso. O diferencial do programa é ser roteirizado, é um texto diferente, você escreve uma história, tem a pegada documentário, de se aprofundar”, conta.
Atualmente, Aly produz e apresenta o “+Natureza”, programa regional focado em mostrar ações de sustentabilidade em prol da natureza em MS e MT. “Estou conhecendo o estado da melhor forma possível, mostrando boas ações e exemplos. Tem sido um desafio muito grande na minha carreira, mas estou podendo trabalhar a minha criatividade, dar um pouco da minha essência das reportagens, coisas que no jornalismo diário temos mais dificuldade de fazer”. O jornalista também tem vontade de usar o que aprendeu na comunicação para ensinar outras pessoas, além de empreender na área.
Entre os desafios, pontua a distância dos pais, que moraram no exterior por mais de 10 anos, e, na vida profissional, conta que sempre trabalhou com metas e sempre soube onde queria chegar. “Em 2015, emplaquei minha primeira matéria no JN e pensei ‘foi, agora preciso de outra meta’. Uma que ainda não estava era o Globo Repórter, mas ela veio, e foi um desafio grande, era algo que eu não imaginava fazer”.
Para ele, o profissional da comunicação tem que aproveitar as oportunidades e se esforçar, além de possuir o diferencial de ser multiplataforma, saber atuar nas diferentes frentes da comunicação. “Acho que meu diferencial é conseguir caminhar por todas as plataformas dentro do jornalismo. Se precisar editar, tirar foto, escrever, roteirizar, eu faço. Hoje o mercado quer isso, mas tem muita gente que imagina que não é assim. Claro que temos nossas preferências, mas é importante saber fazer de tudo”, aconselha.
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