Projeto do MAPA recupera 16,8 mil hectares de pastagens degradadas em Mato Grosso do Sul

Apesar da iniciativa do Ministério, custos foram arrecadados pelos produtores

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Por Andrella Okata

Em um marco significativo para a recuperação ambiental, o projeto FIP Paisagens Rurais, que atua no bioma Cerrado desde 2020, conseguiu restaurar 16.800 hectares de pastagens degradadas em Mato Grosso do Sul (MS) ao longo de cinco anos. Com o suporte técnico do Banco Mundial, os custos da recuperação foram integralmente arcados pelos produtores locais.

O projeto, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), tem como objetivo principal a promoção de práticas de manejo sustentável e recuperação ambiental produtiva. Em MS, a ação focou em áreas severamente degradadas pela pecuária de corte, buscando revitalizar essas terras para melhorar sua produtividade e sustentabilidade.

Atendendo até o momento 6.459 produtores em 66 municípios dos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins, o projeto chegou a 1.130 produtores que ainda estão em processo de atendimento. O trabalho foi conduzido em estreita colaboração com a Confederação da Agricultura do Brasil (CNA), que destaca os resultados positivos da assistência técnica. Os produtores implementaram melhorias significativas, como a divisão de piquetes, correção e adubação do solo, e construção de estruturas para controle de erosão.

Em Mato Grosso do Sul, a recuperação beneficiou 303 propriedades em cidades como Campo Grande, Rochedo e Rio Negro, com uma concentração de atividades nas áreas de Rio Negro, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Bataguassu. Segundo Fabiano Pessatti, coordenador da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-MS, a recuperação teve custos variados, todos suportados pelos próprios produtores, sem a disponibilidade de linhas de crédito específicas para o projeto.

O cenário nacional revela a urgência da recuperação de pastagens. Um estudo recente da Embrapa aponta que o Brasil possui cerca de 28 milhões de hectares de pastagens com níveis intermediários a severos de degradação, com Mato Grosso do Sul respondendo por 15,4% desse total. O estado enfrenta uma perda significativa de potencial produtivo, destacando a necessidade de iniciativas como o FIP Paisagens Rurais para enfrentar os desafios da degradação e restaurar a capacidade produtiva das terras.


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