Cidades brasileiras estão entre as mais baratas para morar na América Latina

Pesquisa analisou dados de vendas e aluguel em 12 cidades, 7 delas são brasileiras

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Por Vinícius Reis

Um levantamento de dados sobre o valor do aluguel e compra de casas foi realizado pela plataforma QuintoAndar com relação ao mercado residencial da América latina. A pesquisa analisou os anúncios residenciais nas cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre; no Peru a cidade de Lima; Cidade do México; Buenos Aires, na Argentina; Quito, no Equador; e Cidade do Panamá.

As informações analisadas são do banco de dados do Grupo Navent, formado por oito portais de anúncios imobiliários e adquirido pelo Quinto Andar no fim do ano passado. O levantamento foi feito entre agosto de 2021 a julho de 2022.

A capital que ficou no topo da lista de cidade mais cara para morar foi a capital da argentina, Buenos Aires, com o metro quadrado mais caro da região para venda chegando a R$ 13.364. Já a cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é a mais barata entre todas as regiões pesquisadas, com preço médio de R$ 5.337.

No Brasil, nas cidades pesquisadas, o Distrito Federal é a mais cara, com o valor do metro quadrado custando R$ 10.059. No Rio, os valores passam dos R$ 9.500 e em São Paulo ficam cerca de R$ 9.200.

O mercado imobiliário vem crescendo no continente, com exceção da Argentina. O país sofre com inflação alta, recessão econômica e economia cada vez mais dolarizada. Além disso, a oferta de casas e apartamentos é maior do que a demanda por eles.

O aquecimento desse mercado aponta que a moradia ainda apresenta um nível alto de comprometimento de renda nas cidades analisadas. Isso quer dizer que o peso no bolso das pessoas e famílias é bem maior que o recomendado.

Das 12 cidades, só em 3 é possível gastar menos do que um terço da renda mensal com aluguel. Elas são Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

A pesquisa também encontrou outros dados interessantes. Em 11 das 12 cidades, por exemplo, a procura por apartamentos supera a busca por casas. A exceção é a capital do Equador, Quito, onde cerca de 54% das buscas são por casas.

No Brasil, a média era de 30% de buscas por casas e 70% por apartamentos em 2019, antes do cenário da pandemia. Mas, no primeiro semestre de 2022, a busca por casas aumentou para 40% entre as cidades brasileiras, enquanto que os apartamentos caíram para 60%.