Há séculos o homem sente a necessidade de medir o tempo e saber das horas a partir do movimento de rotação da terra e do posicionamento do sol. Depois da invenção do relógio, muitos anos antes de Cristo, a evolução do acessório tem sido constante. Os primeiros modelos de pulso eram usados apenas para saber as horas, mas com a criação de relógios inteligentes, ou smartwatches, eles ganharam tecnologia suficiente para se assemelhar a um smartphone.
Para caracterizar um dispositivo como inteligente (smart), é necessário que ele desempenhe mais tarefas do que as projetadas inicialmente. Com essa definição, podemos considerar que os primeiros smartwatches surgiram há mais de 40 anos, na década de 70. O Pulsar P1 foi o primeiro relógio de pulso a apresentar uma tela de LED. Depois dele, outros modelos surgiram, como o HP-01 que, na época, era considerado muito tecnológico, com funções de despertador, cronômetro, calculadora e armazenamento de dados - funcionalidades que atualmente podem parecer banais, mas que antes eram consideradas verdadeiras inovações.
Hoje é possível encontrar smartwatches de várias marcas e diferentes valores com, praticamente, a mesma utilidade. O mais conhecido deles é o Apple Watch, lançado em 2015. O modelo, já na 6a geração, tem um dos preços mais altos do mercado. Outras marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi, que também produzem smartphones, possuem versões com valores mais acessíveis.
Dentre as funções principais, além da óbvia de ver as horas, destaca-se a conexão via bluetooth com o smartphone, o que permite o acesso às notificações e funções do celular no pulso. Com as informações compartilhadas entre os aparelhos, o usuário pode atender chamadas, ler e-mails, controlar músicas, responder mensagens e falar com as assistentes dos dispositivos, como a Siri, da Apple.
Outra funcionalidade que atrai muito quem deseja um smartwatch é a possibilidade de contar calorias, passos ou distâncias percorridas, no caso de uma corrida, por exemplo. Além disso, alguns modelos possuem contador de batimentos cardíacos, medidor de oxigênio e monitoramento de sono, auxiliando no acompanhamento da saúde do usuário.
Para o estudante de engenharia de produção, Matheus Corrêa, o dispositivo já é indispensável no dia a dia, ele não consegue se ver mais sem a facilidade. “Consigo acompanhar mensagens e ligações sem pegar o celular e sempre me mantenho conectado, mesmo em momentos como na práica esportiva, onde uso mais para acompanhar meu rendimento e gasto calórico”, explica. Matheus conta que já planeja trocar seu smartwatch por um modelo mais recente, lançado esse ano.
No primeiro semestre de 2020, o mercado de smartwatch cresceu 20% em receita, considerando o mesmo período do ano anterior, e a demanda aumentou 35% no final de 2020, segundo dados da International Data Corporation (IDC). Em faturamento, o aparelho movimentou mais de US$ 20 bilhões em 2019, de acordo com a Allied Market Research. Segundo com a IDC, até 2022, os relógios inteligentes irão abarcar 70% de toda tecnologia que se pode usar no corpo como acessório.
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