Você já ouviu falar em estimulação eletro muscular (EMS)? Trata-se de um recurso muito utilizado na fisioterapia para auxiliar na reabilitação de pacientes com dificuldades musculares ou lesões que prejudicam a mobilidade. Seu uso gera benefícios no fortalecimento e no ganho de massa muscular, por isso, vem sendo aplicado também na realização de atividades físicas.
O aparelho, conhecido como MIHA, tem sido utilizado por profissionais de educação física para potencializar treinos de força. O participante, durante o treino, é conectado a uma máquina que promove ativação muscular intensa por meio de impulsos elétricos. Desta forma, sem alto impacto nos músculos, ligamentos ou articulações, os principais grupos musculares são trabalhados em um único treino.
O praticante utiliza uma roupa composta por blusa, shorts de malha e um colete com eletrodos. O colete atua simultaneamente nas coxas, glúteos, abdômen, costas, lombar, peitoral e braços. Segundo a treinadora certificada pelo MIHA Brasil, Liliana Piatti, 90% dos músculos são ativados durante o uso do colete, otimizando o tempo de treinamento.
O aparelho, ao enviar impulsos elétricos sobre a pele, estimula os músculos que sofrem lesões. Os impulsos, então, encontram os nervos responsáveis pela percepção de dor e oferecem alívio para o sintoma. Os eletrodos que transmitem a corrente elétrica também provocam contrações constantes, recuperando as estruturas e aliviando a dor muscular. “Esse tipo de tecnologia é muito importante para a reabilitação de lesões e o fortalecimento dos músculos”, reforça Liliana.
Artigo publicado neste ano na revista Physical Therapy, abordou os efeitos da eletroestimulação neuromuscular sobre a força e a massa muscular do quadríceps em indivíduos saudáveis, jovens e idosos. Como resultado, o estudo comprovou que a eletroestimulação é eficaz para promover o ganho de força muscular, mas os estímulos não agem sozinhos no fortalecimento muscular nem dispensam a prática de atividade física.
O MIHA, quando usado adequadamente, melhora a força, a resistência e a potência, ativando músculos que não costumam ser estimulados em uma atividade física convencional, o que resulta em máxima eficiência. “Os benefícios são diversos, como: tonificação de músculos, redução de gordura corporal, melhora de celulite e flacidez, diminuição de dores nas costas, aumento de massa muscular e fortalecimento dos ossos”, explica Liliana.
Apesar das vantagens do aparelho, há contraindicações: quem tem epilepsia ou marca-passo cardíaco artificial, não pode utilizar o aparelho. Além disso, outras adversidades podem colocar em risco a vida do paciente, como implantes médicos ativos, gravidez, hérnia, hemofilia, feridas e inflamações na área do eletrodo.
O ideal é buscar locais certificados e profissionais capacitados para se submeter à EMS. Recomenda-se também procurar um médico e um profissional de educação física, para a inclusão do aparelho dentro de um programa adequado de treinamento.
Para quem deseja utilizar o MIHA em seus treinamentos, ele está disponível no prédio da Funcional Fight Club, localizado na Rua Autonomista, 122, em Campo Grande.
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