Brasil é um dos 20 países mais generosos no Ranking Global de Solidariedade
O país é o 18º colocado no ranking que mede a generosidade entre 119 países
Por Vinícius Reis
De acordo com os dados da pesquisa World Giving Index 2022 (Índice Mundial da Solidariedade), que estabelece um ranking dos países mais generosos do mundo, o Brasil saiu do 54º para o 18º lugar entre as 119 nações analisadas, um recorde em relação aos anos anteriores.
O estudo ainda aponta que 15% dos brasileiros atuaram de forma voluntária no último ano e 63% ajudaram uma pessoa desconhecida. No mundo, 3 bilhões de pessoas ajudaram algum desconhecido, um aumento de aproximadamente meio bilhão em comparação ao período pré-pandemia. Cerca de 200 milhões de pessoas também doaram dinheiro para organizações da sociedade civil.
A pesquisa perguntou aos participantes se a pessoa fez alguma doação no último mês, praticou trabalho voluntário ou ajudou um desconhecido. Considerando os questionamentos, o Brasil tem 47% da população envolvida na cultura da doação. Segundo o estudo, o ano de 2021 registrou uma mudança substancial no ranking dos 10 países mais generosos do mundo e grande desenvolvimento na cultura de doação. Apesar da pandemia e das dificuldades econômicas, houve um recorde de doações em dinheiro, aumento na proporção de pessoas que ajudaram desconhecidos (62%) e uma onda de generosidade em vários países da América Central, América do Sul e em países africanos.
Ainda que o Brasil seja um país em crescimento quanto a esse número de voluntários, está longe de atingir o que talvez seja uma quantidade ideal. A pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, realizada pelo Datafolha e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), chegou a conclusão que em 2021, 34% dos entrevistados são ativos em suas atividades como voluntários e 12% são engajados regularmente em suas ações.
A pesquisa também reforçou que existem cerca de 57 milhões de voluntários no Brasil e desse número, apenas 12% realizam os trabalhos com uma frequência definida e 22% realizam o trabalho sem uma frequência.
Em todo o mundo, a Indonésia lidera o ranking pelo quinto ano consecutivo, seguido pelo Quênia e Estados Unidos.