No Brasil, 125,2 milhões de pessoas enfrentam a insegurança alimentar
Segundo dados da Rede PENSSAN, só no Mato Grosso do Sul, 266 mil passam fome.
Por Ana Laura Menegat e Vinícius Reis
O Estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN) aponta que apenas quatro em cada 10 famílias possuem acesso pleno à alimentação. No Brasil, são 125,2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, ou seja, que não possuem uma garantia de que terão comida para a próxima refeição.
De acordo com a Oxfam Brasil, a expressão "segurança alimentar" começou a ser usada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) logo após a Segunda Guerra Mundial. Na época, tratava de um termo militar, pois se acreditava que para um país ser forte internacionalmente, era preciso ser autossuficiente tanto em armas quanto na capacidade agrícola de abastecer a própria população.
De acordo com a Oxfam Brasil, a expressão "segurança alimentar" começou a ser usada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) logo após a Segunda Guerra Mundial. Na época, tratava de um termo militar, pois se acreditava que para um país ser forte internacionalmente, era preciso ser autossuficiente tanto em armas quanto na capacidade agrícola de abastecer a própria população.
A partir da Conferência Mundial da Alimentação, promovida pela Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), no ano de 1974, a expressão passou a ser usada para explicar o fenômeno social da falta de acesso a comida no mundo, levando em conta todos os problemas de abastecimento, disponibilidade e inflação dos preços dos alimentos.
O quadro de insegurança alimentar diz respeito ao indivíduo que não possui acesso físico, econômico e social a alimentos saudáveis e a qualidade para fazer todas as refeições necessárias. Atualmente, apenas 41,3% de toda a população do Brasil estão em situação de segurança alimentar, ou seja, possuem acesso regular e permanente a uma dieta saudável, com mesa farta e geladeira cheia.
Os níveis de insegurança alimentar são divididos em três graus: leve, moderada e grave. Na média nacional, 15,5% das famílias brasileiras passam fome. A pesquisa da PENSSAN aponta que a maior proporção de famílias nessa situação está localizada nas regiões Norte e Nordeste do país. Alagoas é o estado em que os casos de insegurança alimentar grave são mais frequentes: 36,7% das famílias sofrem com o problema. No Mato Grosso do Sul, 20,54% da população não possui acesso à alimentação regular e 266 mil pessoas passam fome.
Nesse contexto de insegurança alimentar, a agricultura familiar e os alimentos provindos de pequenos produtores, como de assentamentos e comunidades indígenas, desempenham papel fundamental. Conforme dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), em 2021 o MS possuía 70,7 mil famílias inseridas na agricultura familiar. O setor movimentou cerca de 1,3 mil toneladas de 138 tipos de produtos alimentícios.
Nesse contexto de insegurança alimentar, a agricultura familiar e os alimentos provindos de pequenos produtores, como de assentamentos e comunidades indígenas, desempenham papel fundamental. Conforme dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), em 2021 o MS possuía 70,7 mil famílias inseridas na agricultura familiar. O setor movimentou cerca de 1,3 mil toneladas de 138 tipos de produtos alimentícios.