Capitão Contar: Candidato pelo PRTB

“É a oportunidade de fazer a renovação no nosso estado”

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Por redação

Renan Barbosa Contar, conhecido como Capitão Contar, nasceu em Campinas, interior de São Paulo. De família libanesa, seus avós fizeram parte da história de Campo Grande, como comerciantes nos anos 90. O mais velho de 4 irmãos, foi o único a seguir na carreira militar. Ao se formar no Exército, decidiu, pelas raízes dos avós como um critério, escolher a Capital Morena como casa.

Contar cursou a Escola Preparatória de Cadetes para o Exército (EsPCEx) e se formou na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Também possui formação bélica com ênfase em Administração Logística e Pública e pós-graduação pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Foi eleito deputado estadual em 2018 com o maior número de votos no estado naquela eleição. Apoia o atual presidente, Jair Bolsonaro, por quem mantém admiração e respeito, usando-o como exemplo.

Prefere ser chamado de capitão a deputado e decidiu se candidatar para o Governo do Estado por acreditar na alternância de partidos entre os poderes e em uma gestão que seja alinhada com o governo federal em suas ideologias e escolhas. Também defende a renovação na política do estado.

Confira, a seguir, as principais perguntas para o pré-candidato.

Ogg Ibrahim: Seu nome foi cogitado a vice em algumas chapas. Por que você optou por encabeçar a candidatura?

Capitão Contar: A gente não está buscando o mais fácil, estamos buscando aquilo que é o certo. Eu poderia ser candidato a deputado estadual novamente, provavelmente seria reeleito, mas não, eu tô abrindo mão dessa segurança para poder representar as pessoas, o anseio do sul-mato-grossense. Segundo pesquisas, 69% do eleitorado do sul-mato-grossense quer mudança, não quer votar nos mesmos grupos. Então essa é uma oportunidade muito importante de trazer a renovação para o nosso estado. Pode ter certeza, estamos fazendo essa construção para fazer o bem, para fazer o certo. Eu preferi ter uma chapa pura e recusar os convites de vice por não concordar com as alianças que foram feitas em outros partidos.

OI: O agronegócio é um setor que praticamente caminha com suas próprias pernas, o que você acha que ainda precisa mudar?

CC: Você disse muito bem, ele caminha com pernas próprias, só que da porteira pra dentro. Da porteira pra fora, faltam estradas, falta segurança, falta logística. O custo encarece demais a produção brasileira. Nós estamos num estado que, para que o nosso produto chegue até um porto, custa muito caro, fora as vidas que a gente perde nas estradas com tantos acidentes. Então, da porteira pra dentro, nós temos o que há de melhor no mundo, mas da porteira pra fora, ainda falta muita coisa. O agronegócio aqui no nosso estado poderia ser ainda mais pujante caso os recursos, por exemplo os arrecadados com o Fundersul, fossem canalizados para manutenção das rodovias e das estradas.

OI: A Rota Bioceânica está batendo em nossa porta. Como agregá-la ao nosso agronegócio?

CC: Dando condição para que os objetivos sejam cumpridos. Nós queremos que Mato Grosso do Sul seja um importante ponto logístico. Nós fazemos divisa com 2 países e 5 estados. Então, se vai aumentar o fluxo de pessoas dentro do estado, temos que melhorar as questões aduaneiras, de segurança pública, melhorar o atendimento das estruturas públicas nessas regiões, ter postos fiscais mais ágeis, menos burocráticos. Não adianta receber um comboio de caminhões chilenos carregados de cobre para passar aqui no estado com uma burocracia muito grande. São várias questões que precisam ser colocadas na mesa, é necessário escolher as melhores pessoas para gerir essa pasta e trazer desenvolvimento para as regiões onde a Rota Bioceânica vai passar.

OI: Mudando de assunto, agora sobre a educação. O que você pretende mexer nessa área?

CC: A sala de aula é lugar de ensinar e aprender, não tem espaço para outra coisa, e nós não podemos permitir qualquer tipo de deturpação dentro de uma sala de aula. Então, o modelo que eu quero implementar e multiplicar em Mato Grosso do Sul é o modelo de escola cívico-militar - que não são colégios militares, mas sim modelos de escolas conduzidas pela rede básica de ensino, que são monitoradas e acompanhadas por alguns militares que têm o preparo para manter a disciplina, a ordem e o progresso dentro da sala de aula. Em um ambiente disciplinado, mais ordeiro, com mais controle, você consegue aproveitar melhor o tempo em sala de aula. Campo Grande já tem três escolas cívico-militares e quero levar esse modelo para todos os municípios do estado.

OI: A pandemia mostrou as fragilidades do SUS. O que é possível fazer para melhorar a saúde pública?

CC: A pandemia veio para expor uma ferida que já doía no organismo brasileiro há muitas décadas. O Brasil sempre teve historicamente um problema de saúde, dizem por aí que é um buraco negro que só vai dinheiro e não vê efetividade na verdade. Eu acredito que falta gestão, carinho, critério e responsabilidade na hora de empregar o recurso público, falta ter um olhar humano para aquelas pessoas que dependem do serviço público de saúde. Penso que novos tempos virão, essas feridas que foram expostas estão sendo cicatrizadas e a gente, cada vez mais, tem um controle mais efetivo dos recursos. Hoje é muito mais fácil rastrear uma licitação, saber se foi entregue, se não foi, a validade do material. Uma ideia que eu tenho aqui pro Governo do Estado é tornar todas as licitações públicas filmadas, com as pessoas acompanhando, fiscalizando, como se fosse uma transmissão ao vivo, para ter total lisura. Aí, ao invés daquele aquela maca, aquela ambulância custar um valor, ele pode custar muito menos, porque será dada transparência para aquela gestão.

OI: Quanto à segurança das fronteiras, você acha que é um problema difícil de ter solução?

CC: Tem solução. É um problema realmente complexo porque envolve não só a questão do efetivo policial ou do armamento, é também uma questão cultural, de educação e desenvolvimento na região de fronteiras. O que eu acho muito importante é trazer esse desenvolvimento para que o jovem, as pessoas que moram na faixa de fronteira, não tenham espaço para serem cooptadas pelo mundo do crime. Se você tiver uma educação sólida, der condição da pessoa trabalhar, se desenvolver, ter o seu emprego e o seu sustento sem depender do crime, esse crime vai ter que procurar outro lugar pra agir.

OI: E quanto aos policiais?

CC: Temos que trazer oportunidades para as pessoas, mas também não podemos esquecer da valorização do policial, do agente de segurança pública, para que ele possa ter segurança jurídica para trabalhar. O Estado tem que dar suporte para o policial - moral, material, financeiro - para que ele possa trabalhar numa delegacia ou num quartel com o mínimo de conforto. Além disso, precisamos investir em tecnologia, colocar câmeras de monitoramento.

OI: Capitão, para finalizar, o que o deputado Contar não conseguiu fazer até agora e que gostaria de fazer até o final do mandato?

CC: Inúmeros projetos que apresentei, infelizmente, não passaram na casa de leis (sobre transparência, projetos de combate à corrupção e até mesmo o combate da erotização em escolas). Eu senti falta dentro do parlamento de apoio, apoio dos demais deputados. Eu tenho esperança de que nas eleições deste ano a gente vai eleger pessoas de bem, condizentes, coerentes, deputados que vão ter coragem, que vão colocar o dedo na ferida, vão fiscalizar o poder público, mesmo que eu seja o governador lá na frente. Eu quero que os deputados fiscalizem a minha gestão. Eu quero que eles cobrem e olhem pelo cidadão, cobrem que haja honestidade nas prefeituras, que eles ajudem a fiscalizar o estado. Esse é o papel do deputado. Então, eu desejo renovação na Assembleia Legislativa do nosso estado.

LINK|-|https://www.youtube.com/watch?v=Qg2U-K8DvsE&t=616s|-|Assista a entrevista completa do Candidato Capitão Contar (PRTB)

LINK|-|https://open.spotify.com/episode/6mFb100sAkpcT2Znb43vPm?si=3182517d073b4192|-|Ouça a entrevista completa com o candidato!

*A ordem das entrevistas nas páginas da revista e de divulgação em nossas redes sociais (YouTube, Spotify e Instagram) foi definida por meio de sorteio, com ciência e acompanhamento das assessorias. Todos foram entrevistados entre 19 de maio e 14 de julho, enquanto, ainda, pré-candidatos ao Governo do Estado (o registro de candidatura ainda não havia sido formalizado).


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