Por Vinícius Reis
Cartão clonado, golpe do pix, acesso a senha, pedir dinheiro no Whatsapp. Essas são as fraudes mais comuns que um em cada quatro brasileiros dizem ter sido alvo. Um levantamento da Serasa Experian feito em abril apontou que 326.290 brasileiros foram alvos de tentativas de golpes em fevereiro deste ano. Isso significa que a cada 7 segundos alguém era vítima de golpistas.
Em longo prazo, possivelmente esse número seria ainda maior. Isso não significa que todos caíram nos golpes, mas que houve uma tentativa. Esse clima de desconfiança faz com que 85% afirmem que têm preocupação em compartilhar suas informações pessoais. Elas citam, entre os motivos, apreensão com privacidade (74%) e medo de terem sua identidade roubada (72%).
Dados do estudo Consumer Pulse do segundo trimestre de 2022 da TransUnion consideram que, de modo geral, o número de fraudes no Brasil aumentou 20% entre abril e junho. O destaque vai para o crescimento dos golpes em sites e comunidades de relacionamento, com alta de 67%.
De acordo com o diretor de soluções de identidade e prevenção a fraudes da Serasa Experian, Jaison Reis, os consumidores devem estar atentos ao realizar transações e compartilhar os dados.
“A tendência é que os golpes sigam ocorrendo. Embora existam muitos mecanismos que possibilitem identificar a tentativa e evitar que de fato ocorra, a maior proteção está no cuidado com os dados pessoais e de crédito”, declarou.
Os golpes que envolvem aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, tem se tornado cada vez mais comuns e basicamente dois tipos de tentativas de fraudes registradas por meio do app.
A primeira delas são os pedidos de transações. Fingir ser alguém do relacionamento pessoal ou profissional e, sob alegação de alguma dificuldade em acessar o aplicativo do banco, o golpista pede para que a vítima realize transferências ou pagamentos, através de Pix, TED ou DOC. Normalmente, utilizam um número de telefone novo e colocam a foto do usuário do WhatsApp através de imagens disponíveis na internet. A outra é conhecida como phishing: através de técnicas de engenharia social, enganam o indivíduo para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões.
Nesse cenário, é importante proteger suas contas bancárias e não confiar seus dados a qualquer pessoa. Antes de qualquer transação, verifique com quem está conversando e evite grandes prejuízos.