Lula ou Bolsonaro? População de Campo Grande vai às ruas em apoio aos dois

Na última quarta-feira (7) bolsonaristas se reuniram para apoiar o candidato, assim como apoiadores de Lula fizeram no sábado (10), ambos atos aconteceram na Praça do Rádio

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Por Ana Laura Menegat

Na última semana, Campo Grande foi palco de duas mobilizações políticas, uma pró Bolsonaro e a outra pró Lula. A primeira, aconteceu no dia 7 de setembro, data que marca a proclamação da Independência do Brasil. Dentre as pautas, estavam a defesa da família, Deus e o pedido da contagem de votos sem a urna eletrônica. Na mobilização de esquerda, que foi realizada no sábado (10), apoiadores do PT caminharam pelo centro pedindo por segurança alimentar e respeito aos direitos humanos.

Ambas manifestações aconteceram na Praça do Rádio, localizada na Avenida Afonso Pena, na Capital. Pessoas presentes em ambos atos afirmaram que vão às ruas em busca de um Brasil melhor. O bolsonarista e vendedor ambulante, Edson Brito de Santana, viaja pelo país em motociatas em prol de Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (7), Edson estava vendendo bandeiras do Brasil e com o rosto do candidato. “Se ele [Bolsonaro] estivesse aqui, ia dar mais [vendas]”, afirmou.

No mesmo dia, grupos religiosos da cidade organizaram a Marcha pra Jesus, que aconteceu de forma integrada com a mobilização dos apoiadores de Bolsonaro. Vestidos de verde e amarelo, os participantes exaltaram o patriotismo que sentem. Na visão do professor e sociólogo da Universidade Federal de Dourados, André Faisting, ser patriota é, antes de tudo, ter o respeito a todas as pessoas que compartilham desta mesma identidade: brasileira.

“Um patriotismo que divide, que exclui e que discrimina parte de seus cidadãos não é patriotismo. Ser patriota vai muito além do que ostentar símbolos nacionais, ser patriota é defender a igualdade de oportunidade entre os nacionais, proteger os mais frágeis e exigir que os que têm mais condições sejam solidários com os que têm menos”, afirma André.

O professor lamenta a postura de Bolsonaro e seus apoiadores no feriado nacional. “Infelizmente o 7 de setembro desse ano, que é muito especial pois deveria comemorar o bicentenário da independência, foi transformado em um ato político eleitoral. Isso só foi possível porque estamos em um momento eleitoral muito polarizado no qual o presidente, não soube diferenciar sua condição de chefe do executivo e das forças armadas de sua condição de candidato”.

Amália Araújo é aposentada, foi professora e hoje, aos 82 anos, continua sendo militante. No sábado (10), ela participou da manifestação pró Lula na Cidade Morena. Para ela, Bolsonaro apenas se aproveitou das situações de desigualdade no Brasil. “É um safado, para mim, ele só fez errado. E o que ele fez de bem, fez em benefício próprio. Falta, falta muita coisa”, comenta.

Na mobilização petistas, também foram vistas bandeiras do Brasil, onde os manifestantes afirmavam carregá-las em defesa de seu país, conclamando o verde e amarelo também para a esquerda.


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