Número de pessoas que investem e negociam criptomoedas aumentou em 200% no Brasil

No mês de julho houve um aumento de 68% no número de investidores

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Por Vinícius Reis

O Brasil passou a ter um milhão de usuários de criptomoedas registrados em julho pela primeira vez na história, de acordo com os dados da Receita Federal. Segundo a tabela, mais de 1,3 milhão de pessoas declararam negociações com criptomoedas no mês.

O aumento foi de 200% no comparativo de junho a julho de 2022 O número de pessoas físicas investindo nas criptos saltou de 794.755 para 1.336.715. A declaração de operações com criptomoedas se tornou obrigatória em 2019 e esta é a primeira apuração mensal na qual a quantidade de investidores ultrapassa 1 milhão.

Um dos pontos do projeto de lei de criptomoedas que existe no Congresso brasileiro é a exigência de que as exchanges estrangeiras tenham um Número de Identificação do Empregador (EIN) para solicitar uma licença local, o que as obrigaria a relatar transações.

É muito provável que o total de investidores brasileiros de criptomoedas supere o número apurado pela Receita, uma vez que os registros contemplam os CPFs que transacionaram ativos digitais a partir das informações repassadas por exchanges de criptomoedas que atuam no Brasil ou pelos próprios investidores, no caso de transações cujo valor ultrapasse o total de R$ 30 mil em um único mês.

Porém, os dados não incluem, por exemplo, usuários de plataformas estrangeiras, que não precisam cumprir a Instrução Normativa 1.888. Este detalhe sugere que exista um número ainda maior que 1 milhão de pessoas que estejam comprando criptomoedas no Brasil.

De acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) apresentado no mês de junho, a quantidade de investidores em cripto no Brasil já alcançava 2% da população, aproximadamente 4,2 milhões de pessoas.

No entanto, isso não invalida os dados divulgados pela Receita Federal nesta semana, pois estes demonstram que além da quantidade, o interesse do brasileiro pelas criptos segue crescendo.

Além disso, o relatório aponta um aumento na diversidade entre homens e mulheres no cenário cripto brasileiro. Embora ainda estejam longe de representar a mesma parcela que os homens, as mulheres saltaram de 14,12% para 18,49% entre junho e julho.


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