Em 36 anos, Brasil teve 44,5 milhões de hectares desmatados

Os dados são do Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra no Brasil, realizado pelo MapBiomas

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Por Ana Laura Menegat

Nos últimos 36 anos, a Amazônia sofreu com uma perda de quase 12% das suas florestas, segundo levantamento do MapBiomas. Os dados apresentados no Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra no Brasil fazem um comparativo entre os anos de 1985 e 2021. O Mapeamento mostra dados a respeito da perda ou ganho de vegetação nativa, perda de água, avanço do garimpo e atuação da agricultura.

Durante os anos contemplados pelo levantamento, 44,5 milhões de hectares foram desmatados. Em todo o Brasil, 8,2% da vegetação do país era secundária no ano de 2020, ou seja, essas áreas já haviam sido desmatadas pelo menos uma vez. Esses 8,2% equivalem a 10 vezes o estado do Rio de Janeiro, somando 45,8 milhões de hectares (Mha).

O documento mostra os números referentes à perda de vegetação nativa dos biomas brasileiros, de forma que o Pantanal foi o único que teve um aumento neste sentido, tendo 2,3% a mais de vegetação nativa em 2021 do que em 1985. Porém, isso ocorreu em decorrência da diminuição do nível de água na região. O bioma que mais sofreu com a perda de vegetação nativa foi o Pampa, perdendo 29,5%, seguido do Cerrado, com 20,9% e da Amazônia, com 11,5%. A Caatinga perdeu 10,1% e a Mata Atlântica 5,9%.

O coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo, critica a forma com que a preservação ambiental vem sendo tratada pelo país. “O atual modelo de desenvolvimento econômico, baseado na conversão descontrolada de áreas de vegetação natural, coloca o Brasil frente a graves problemas no atual cenário de mudanças do clima”.


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