Os debates presidenciais: importância e críticas

No dia 28 de agosto foi realizado o primeiro debate dos candidatos e candidatas à presidência da república

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Por Ana Laura Menegat

O primeiro debate presidencial aconteceu no domingo do dia 28, contando com a participação de Lula (PT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Avila (Novo) e Jair Bolsonaro (PL). A transmissão foi feita pela Band, em parceria com UOL, Folha de S. Paulo e TV Cultura.

Esses momentos fazem com que muitas pessoas se reúnam na frente da TV para entenderem as propostas de cada candidato e candidata. Na visão do analista político e advogado, Tércio Albuquerque, os debates presidenciais deveriam se constituir em momentos educacionais, porém, ele sente que os diálogos saíram da esfera educativa e se tornaram embates. “Quando você debate, são colocadas ideias, projetos e planos. Mas quando você vai para um embate e sai do campo das propostas, realizando ataques, isso foge do interesse dos eleitores, então a finalidade educativa se perde. Esse comportamento acaba refletindo negativamente diante de eleitores já definidos por determinado candidato e que acabam mudando de posicionamento a partir das posturas no debate”.

Tércio defende que os momentos de debate criam muita pressão nos candidatos e nas candidatas e que alguns dos pontos negativos desse momento é a divulgação de informações falsas vindas. “Quando trazem respostas que não condizem com a realidade, isso ocorre por ignorância do candidato quanto aos pontos que foram questionados, ou que, deliberadamente, para conveniência da resposta, o candidato apresente uma fake news para ele poder se dar bem com o resultado do debate”.

A cidadã Liz* sempre acompanha política e acredita que esses debates são de extrema relevância para a informação do povo. “Por serem espaços de confronto de ideias, o eleitor tem uma grande oportunidade de comparar os posicionamentos dos candidatos e alcançar conclusões mais claras a respeito deles. Numa democracia, debates não são para jornalistas nem para políticos, mas para o cidadão, justamente o único a quem a democracia reserva o poder de dar ou negar mandatos nas eleições próximas e vindouras. O jornalismo e os políticos, portanto, deveriam parar de perguntar quem ganhou o debate e começar a perguntar se os cidadãos ganharam com a sua realização”, afirma.

Em seu olhar de eleitora, Liz sente que muitas pessoas estão desinteressadas em votar, por conta da falta de informação e conhecimento a respeito do processo eleitoral. “Outro ponto também é o fato das pessoas estarem cansadas de ouvirem a mesma ladainha a cada quatro anos, onde os candidatos prometem muito e pouco se cumpre, as promessas já não são mais um fator determinante para escolha do candidato”.

*Fonte não quis identificar o sobrenome