Por Vinícius Reis
A pesquisadora e astrofísica Stela Ishitani Silva liderou uma pesquisa realizada pela Agência Espacial Americana (Nasa) e identificou um pico de luz incomum na direção da estrela que vinha observando desde 2020. A brasileira então observou que se tratava de um exoplaneta, ou seja, um planeta fora do nosso Sistema Solar, a uma distância de cerca de 26 mil anos-luz da Terra. O objeto foi chamado de MOA-2020-BLOG-135 Lb.
Segundo dados do jornal Folha de S. Paulo, a pesquisadora recebeu o primeiro alerta sobre um objeto curioso em 2020: um pico de luz incomum na direção de uma estrela que estava observando. Era um planeta que orbitava o astro.
O estudo sobre o exoplaneta estava sendo realizado com uma equipe de 36 cientistas. A observação só foi possível devido a um fenômeno chamado lente gravitacional, na qual a gravidade de objetos gera uma curvatura no espaço-tempo.
Dessa forma a lente gravitacional deixou em evidência o planeta passando por sua estrela. Conforme a Folha, o MOA-2020-BLG-135Lb é da classe Netuno, pois tem tamanho similar ao planeta do nosso Sistema Solar. Porém, Netuno tem 17,1 vezes a massa da Terra, enquanto MOA possui entre 11,3 e 25 vezes a massa do nosso lar.
É importante destacar que antes de identificar o exoplaneta, o grupo de cientistas da Nasa que Stella faz parte participou da descoberta do primeiro buraco negro isolado de que se tem notícia. O objeto escuro está a cerca de 5 mil anos-luz da Terra.
Atualmente, a Nasa já achou mais de 5 mil planetas fora do nosso sistema. Outros quase 9 mil são estudados e candidatos à categoria de exoplanetas.