Ministério da Saúde disponibiliza guia para médicos sobre gestantes e bebês

O guia é importante para que o profissional da saúde possa orientar o cuidado e atendimento no Sistema Único de Saúde

Por

Por Vinícius Reis

Alterações estruturais ou funcionais no desenvolvimento de bebês durante a gestação e que podem ser detectadas durante ou após o nascimento estão no Guia prático. De acordo com o Ministério da Saúde, responsável pela publicação direcionada aos médicos, o diagnóstico é fundamental, não só para orientar o cuidado e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), mas também para buscar diminuir os impactos dessas condições na vida dos pacientes e seus familiares.

Números

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em média 295 mil recém-nascidos morrem por ano em decorrência dessas condições. “No Brasil, elas já representam a segunda principal causa de mortalidade infantil. Conforme dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), são notificados no país, anualmente, cerca de 24 mil nascidos vivos com alterações congênitas (menos de 1% de todos os nascidos vivos)”, afirmou o Ministério da Saúde.

O guia foi desenvolvido pelo Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, junto com especialistas na área de genética médica. Entre os tópicos abordados estão, por exemplo, a apresentação de avaliações e exames que podem ser feitos durante o pré-natal para o diagnóstico de anomalias congênitas, além de outros, como:

Características da gestante e gestação que podem representar fatores de risco para anomalias congênitas;

Descrição das anomalias congênitas que podem ser detectadas por meio do exame físico detalhado do recém-nascido;

Anomalias congênitas consideradas prioritárias para a vigilância ao nascimento no país e como diagnosticá-las, incluindo fotos e ilustrações;

Apresentação de ferramentas de apoio para o diagnóstico de anomalias congênitas no nascido vivo;

Orientações de como deve ser feita a notificação das anomalias congênitas ao nascimento;

Descrição de algumas das principais medidas de prevenção de anomalias congênitas.

As alterações congênitas em crianças são a segunda maior causa de mortes em bebês no Brasil. Por isso, é importante para a vida dos pequenos, ainda durante a gestação e também quando nascem, a atenção a esses cuidados. O SUS está cada vez mais se expandindo e transformando vidas em todo o país.


Notícias Relacionadas »