Anvisa libera medicação e vacina contra a varíola dos macacos

Agência autorizou uso do imunizante produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic e adquirido pelo Ministério da Saúde junto à Opas

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Por Vinícius Reis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última quinta-feira (25) a liberação da vacina contra a varíola do macaco (monkeypox) produzida pela farmacêutica Bavarian Nordic, na Dinamarca e na Alemanha. As primeiras doses do imunizante contra a varíola dos macacos devem chegar na América Latina e no Caribe em setembro.

O fabricante dinamarquês, o único com um imunizante aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), firmou um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para entregar doses à região. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante já está aprovado nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia.

Conheça as duas autorizações da Anvisa:

- Tecovirimat: concentração de 200 mg, na forma farmacêutica cápsula dura, uso oral, prazo de validade de 84 meses e indicado para o tratamento de doenças causadas por Ortopoxvírus em adultos, adolescentes e crianças com peso mínimo de 13 kg.

- Vacina Jynneos/Imvanex: imunizante da empresa Bavarian Nordic A/S é fabricado na Dinamarca e Alemanha. Vacina é destinada a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e possui prazo de até 60 meses de validade quando conservada entre -60 a -40°C.

A vacina não foi feita exclusivamente contra a varíola do macaco e sim contra a varíola humana, doença que foi considerada erradicada pela OMS em 1980. Mas, como os dois vírus fazem parte da família ortopoxvírus, o imunizante é usado para prevenir também contra a monkeypox.

O Brasil espera a chegada de 50 mil doses, e de acordo com entrevista coletiva da última segunda-feira (22) do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os imunizantes neste primeiro momento será destinados aos profissionais de saúde que lidam diretamente com as pessoas infectadas.

No começo de agosto, o ministro da Saúde, afirmou que o Brasil iria receber o antiviral tecovirimat para combater o surto no país. Uma pesquisa publicada na revista científica "The Lancet Infectious Diseases" apontou que o antiviral se mostrou promissor em reduzir a duração dos sintomas e o tempo em que pacientes com a varíola dos macacos são capazes de infectar outras pessoas.

No Brasil, o número de casos confirmados até a noite de quarta-feira era de 4.144, enquanto o número de casos suspeitos era de 4.653, segundo dados do Ministério da Saúde. O país registrou um óbito relacionado à doença.