Animais de Campo Grande começam a receber coleira contra leishmaniose

A inserção das coleiras inicia em 3 bairros da capital

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Por Vinícius Reis

A partir desta segunda-feira (15), a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), inicia o encoleiramento contra a leishmaniose visceral canina em regiões de vulnerabilidade socioeconômica da Capital.

Os critérios para realização do projeto nestas três áreas são, além da vulnerabilidade socioeconômica, a ocorrência frequente de condições favoráveis à procriação do flebótomo, do mosquito palha, a taxa de positividade canina e o número de episódios em humanos. Ao todo, nove mil cães serão testados e receberão a coleira que protege contra o mosquito que transmite a doença.

Os três bairros que iniciam com o projeto são: Pioneiros, Mata do Segredo e Alves Pereira, haverá teste nos animais antes para verificar se já não estão contaminados.

O CCZ está colocando em campo projeto custeado pelo Ministério da Saúde, que elegeu 160 municípios para reduzir a incidência de casos em humanos e a prevalência em cães em, no mínimo, 50%.

A Capital, como se trata de uma cidade em região endêmica de leishmaniose, é considerada como uma região prioritária pelo órgão.

“Estamos trabalhando em três bairros, e estas regiões deverão ser acompanhadas por, no mínimo, quatro anos, e as equipes percorrerão casa a casa para realizar o encoleiramento dos cães”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo. Neste primeiro momento as equipes do CCZ realizam a coleta de sangue e encoleiramento de cães nos primeiros bairros.

Em Campo Grande, só neste ano, foram confirmados 4 casos de leishmaniose tegumentar e 16 de leishmaniose visceral em humanos. A doença é de difícil tratamento, sendo que o paciente pode evoluir para óbito. Dentre cães, somente no primeiro semestre deste ano foram 259 exames reagentes para leishmaniose, uma positividade de 33,16%.

O CCZ atua para conscientizar a população sobre as medidas de combate e prevenção à doença. Assim como o combate à dengue, a principal forma de prevenção à Leishmaniose, é evitar a proliferação do mosquito, é importante evitar o acúmulo de matéria orgânica, como resto de frutas, folhas, entre outros, tornando o ambiente propício para a presença do mosquito. Os cuidados com os animais domésticos também são importantes.

A cuidadora de idosos Aida Lus mora no bairro Pioneiros e recebeu na manhã desta terça-feira (16) os agentes do CCZ em sua casa para fazer o exame e encoleirar seu cachorro. “É muito importante para nossa saúde e para a saúde no animal também esse tipo de campanha, eu cuido do meu quintal, cuido da minha casa para que o mosquito não prolifere por aqui, mas aqui no bairro existem muitas casas com lixos, entulhos, terrenos mal cuidados e isso interfere no combate” afirma ela.


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