Por Vinícius Reis
A Selic, taxa básica de juros da economia, foi elevada para 13,75% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O aumento da Selic fez com que o Brasil continuasse em terceiro lugar no ranking global de juros nominais, realizado pela Infinity Asset em parceria com o MoneYou, atrás apenas da Argentina, com 60%, e da Turquia, que aplica taxa de 14%. O Brasil está na frente de Hungria, Chile e Colômbia.
Os juros são um importante instrumento de política monetária. Quando os governos tentam combater a inflação, eles geralmente aumentam essas taxas para restringir a circulação de dinheiro na economia, e consequentemente, reduzir o consumo. Quando é preciso realizar o efeito contrário, as taxas diminuem e o poder de compra aumenta.
Segundo o levantamento, que inclui 167 países, 45% mantiveram seus juros, enquanto 51% elevaram e 4% cortaram as taxas no último ano. No ranking de juros reais (as taxas de juros atuais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses), o Brasil ocupa a 1ª posição, ganhando o pódio desde a penúltima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Mesmo com a queda do preço de commodities, há um aumento expressivo no número de bancos centrais que sinalizam preocupação com a inflação, aponta o documento. “Os programas de aperto quantitativo continuam lentos e o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força”, contextualizam Infinity Asset e MoneYou.
Veja os 10 países com as maiores taxas de juros nominais:
Argentina: 60,00%; Turquia: 14,00%; Brasil: 13,75%; Hungria: 10,75%; Chile: 9,75%; Colômbia: 9,00%; Rússia: 8,00%; México: 7,75%; República Checa: 7,00%; Polônia: 6,50%;