Ajuda felina: ONG em Campo Grande ajuda gatos a encontrarem um lar

Única ONG de felinos na capital já ajudou mais de 3 mil gatinhos a encontrarem um lar

Por

Por Ana Laura Menegat

As Organizações Não Governamentais (ONGs) são alternativas de solidariedade, ajuda e diminuição da desigualdade existente no mundo. Muitas são as causas que podem ser ajudadas, como as humanitárias, ambientais e animais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 30 mil animais abandonados no Brasil. Em Campo Grande, existem várias instituições voltadas para o cuidado com os bichinhos e, na busca por diminuir esse dado de abandono e oferecer uma vida digna a esses seres, nasceu a AmiCat’s, a única ONG voltada exclusivamente para felinos na Capital Morena.

A iniciativa surgiu em 2007, após uma viagem feita pela presidente-fundadora, Ana Cristina Camargo. Ana sempre foi uma criança apaixonada por animais, mas foi a partir da experiência vivida na ONG Anima, em Hong Kong, na China, que a brasileira decidiu transformar a realidade local, quando voltou ao Brasil.

Hoje, a equipe da AmiCat`s conta com 10 pessoas trabalhando de forma voluntária, que conseguiram resgatar, reabilitar e doar mais de 3.500 gatos desde a fundação da ONG. “Eu acho que adotar um gato é encher sua casa de vida, alegria e diversão. É um animal extremamente companheiro, amoroso, inteligente e higiênico. É tudo de bom!”, garante a idealizadora.

Ana defende a necessidade de serem realizadas adoções responsáveis e desmistifica a ideia de que o gato é mais independente e por isso pode ficar abandonado. “Esse conceito de que o gato é totalmente livre, de que ele vai sobreviver no ambiente de qualquer maneira, tem que mudar. Acho que ainda existem muitos preconceitos em relação ao gato”.

Para a médica-veterinária Flávia Melo, essa ideia é apenas um estigma social que depende muito também da personalidade de cada felino. “Geralmente, essa concepção dos gatos serem muito independentes é de uma pessoa que não têm gato, porque, a partir do momento que a gente tem um gato, é criada a consciência de que são animais que dependem da nossa atenção e cuidado”.

Flávia ainda defende a importância de profissionais da medicina veterinária no processo de transformação da mentalidade das pessoas em relação aos gatos. “Eu acho que essa conscientização deve ser feita por nós, médicos e médicas-veterinárias, a partir do momento em que tutores levam os animais para atendimento. É nosso papel informar da questão dos cuidados, da vacinação, dos check-ups quando o animal chega em uma idade mais avançada”, explica.

Porém, isso precisa acontecer de forma conjunta com a sociedade, o que legitima ainda mais a importância e a necessidade de terem ONGs atuando nas causas animais. “O papel das ONGs é essencial. Infelizmente aqui no Brasil a gente tem muito animal de rua e o poder público muitas vezes é falho no resgate, na promoção de adoção e de saúde animal de maneira geral”, defende Flávia.

Ana afirma que por mais que os voluntários envolvidos façam tudo com amor e dedicação, as dificuldades são muitas: manutenção, custos de medicamentos e alimentação para os animais, adesão de mais voluntários e da população no geral. Algumas opções de ajuda vão desde adotar um gatinho, divulgar o trabalho da AmiCat`s, doar o que for possível ou até se tornar madrinha ou padrinho de um dos animais. “Às vezes a pessoa não pode levar para casa, mas, de repente, pode ajudar um gatinho e oferecer o que ele precisa enquanto estiver na ONG”, explica Ana, que enfatiza que toda ajuda é bem-vinda.

Para conhecer o Instagram da ONG, acesse o perfil.

LINK|-|https://www.instagram.com/ongamicats/?hl=pt-br|-|@ongamicats

LINK|-|https://drive.google.com/file/d/1oiS4S5SuOMMjbaKLcgybT2BMfiETL9IR/view?usp=sharing|-|Leia a 13° edição da CG City completa!