Mato Grosso do Sul registra três feminicídios em 22 dias de 2024
Última vítima foi Marta Leila Silva Neto, de 36 anos, morta em discussão por ciúmes
Por redação
As delegacias de polícia de Mato Grosso do Sul registram três feminicídios aos 22 dias de 2024. O número é 50% superior ao registrado durante todo o mês de janeiro no ano passado. O ano de 2023 encerrou com 34 feminicídios no total, sendo dois em janeiro. O feminicídio mais recente deste ano foi registrado em Coxim, na noite deste domingo (21). A vítima, Marta Leila Silva Neto, de 36 anos, foi assassinada durante discussão com o autor, de 52 anos e que não teve a identidade revelada. À Polícia Civil, o homem alegou que os dois estavam em uma "discussão por ciúmes" quando o crime ocorreu. Segundo a Polícia Civil, a vítima e o autor mantinham um relacionamento amoroso. O registro policial aponta que a mulher se apoderou de uma faca de cozinha e desferiu alguns golpes contra o autor, que também se apoderou de uma faca de cabo branco e desferiu diversos golpes contra a vítima, Marta Neto foi a óbito no local. O feminicídio é caracterizado pela Lei 13.104/2015 como o assassinato de mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. O primeiro crime deste tipo foi registrado no 3º dia do ano em Mato Grosso do Sul, no município de Sidrolândia. A vítima, Luciene Braga Morale, de 50 anos, chegou morta em hospital do município com sinais de espancamento. O suspeito é o marido dela, Airton Barbosa Louriano, de 45 anos, preso em flagrante. Dez dias depois, em 13 de janeiro, o segundo feminicídio de 2024 foi registrado em território sul-mato-grossense. O caso ocorreu em São Gabriel do Oeste e o corpo da vítima Maria Rodrigues da Silva, de 66 anos, foi encontrado em um esquina do bairro Jardim Gramado. O suspeito é o ex-companheiro dela, de 69 anos, que alegou ter discutido com a vítima por causa de um veículo.
Números preocupantes - O mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública coloca Mato Grosso do Sul como o 2º estado que mais mata mulheres no país, com registro de 2,9 casos a cada 100 mil habitantes. Se você está em situação de violência doméstica ou conhece alguém que esteja, não se cale. As denúncias podem ser realizadas de maneira anônima e segura na Central de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180, um serviço do Governo Federal, que funciona 24h, todos os dias, onde são prestadas informações, orientações e feitas denúncias ou em qualquer delegacia de polícia do estado.
Em situações de urgência e emergência, quando uma agressão acontece no momento, ligue 190. Todas as unidades da Polícia Militar e as Delegacias de Polícia Civil do Estado estão aptas a receber/orientar mulheres em situação de violência. E lembrando: em briga de marido e mulher se mete sim a colher!