Falta de insumos na Santa Casa de Campo Grande pode prejudicar pacientes
Hospital afirma que desde 2019 não houveram adequações no acordo entre as receitas e custos
Por Vinícius Reis
Na tarde desta quinta-feira (28), a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande anunciou a população a situação de desabastecimento, causado por desequilíbrio econômico-financeiro mensal, por conta de um contrato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
De acordo com o comunicado, o desabastecimento impede a continuidade da assistência adequada e segura aos pacientes, assim, o hospital alertou a população sobre a gravidade da situação.
Segundo o presidente da instituição, Heitor Rodrigues Freire, o contrato venceu há dois meses. Na última quarta (27), uma reunião realizada pelo Ministério Público Estadual da Saúde, com a presença da SES (Secretaria de Estado de Saúde), buscou resolver a situação, mas não chegou em um consenso para viabilizar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
"A proposta apresentada pela prefeitura tinha o sentido de fazer o contrato no mesmo valor de 2019. Até o ano passado, fomos obrigados a aceitar e esse ano não vamos assinar. A correção de lá para cá foi de 60,62%, correspondendo a R$ 461 milhões, nós estamos propondo R$ 430 milhões, R$ 31 milhões a menos do corrigido", explicou o presidente.
O hospital recebe, mensalmente, R$ 23 milhões, sendo que R$ 5 milhões são debitados em empréstimos. O contrato com a secretaria encerra no último dia de julho e neste mesmo tempo, o estoque de medicamentos também pode sofrer desfalque. Caso a readequação não seja feita, a Santa Casa afirma não ter caixa para pagar salários e medicamentos a partir do dia 1º de agosto.