Por Vinícius Reis
Em Campo Grande não é difícil ver terrenos abandonados e sem a manutenção adequada, que podem ser espaços para várias queimadas ao decorrer do ano. A prefeitura da capital apontou que, entre janeiro e junho deste ano, foram emitidas 1.539 notificações e 258 multas por não limpeza de terrenos.
Neste mês de julho, a umidade do ar se manteve muito mais baixa que o normal, com altas temperaturas e tempo muito seco. As queimadas associadas ao clima seco aumentam a incidência de problemas respiratórios. As consequências para a saúde, segundo especialistas, atingem principalmente idosos e crianças, devido a maior suspensão de partículas na atmosfera, das altas temperaturas e da baixa umidade. A fumaça aumenta o número de internações de pacientes que já têm doenças crônicas. O calor dos incêndios pode levar à queima pulmonar.
A médica Marcela Queiroz afirma que o tempo seco causa desconforto. Olhos secos e vermelhos, coceiras, feridas e alergias na pele são alguns dos sintomas deixados pelos dias com baixa umidade relativa do ar. “Nesse período de tempo seco é muito importante se cuidar e sempre se manter hidratado, a umidade baixa pode causar muito incomodo, tem diversos malefícios para a saude”.
As queimadas que ocorrem nos terrenos irregulares da capital prejudicam a saúde da população mas também causam danos ao meio ambiente. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar atingiu níveis críticos em Campo Grande recentemente, beirando os 20%, abaixo da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS ).
A aposentada Luzia da Silva comenta que neste período de seca redobra a atenção da saúde, já que possui problemas respiratórios. Segundo a idosa, também é importante cuidar do lixo e pontua que a queima faz muito mal para quem vive ao redor. “Aqui em casa eu cuido sempre do meu lixo, na região tem alguns terrenos que uma hora ou outra vem alguém colocar fogo, já denunciei duas vezes esse ano”, afirma.
Na Capital, a multa nestes casos varia entre R$ 2.727,50 e 10.910,00 para terrenos baldios e R$ 27,28 por metro em relação a má conservação da calçada. Em situações de emergência, a orientação é para que os moradores acionem o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para denúncias sem flagrante, o telefone é o 156 e com flagrante no 153 (24h). Para incêndios na zona rural, o contato é o 190.