Rota Bioceânica vai ligar Mato Grosso do Sul à paises da América do Sul

Projeto prevê expansão do mercado, indústria e comércio entre os países e o MS

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Por Vinícius Reis

Os dois maiores oceanos do planeta estarão ligados, aqui na América do Sul, por um corredor em Mato Grosso do Sul, o seu epicentro. Isso encurtará a distância entre mercados e resultará em uma transformação geoeconômica e política, tornando o estado um ponto estratégico de exportação para a Ásia e para distribuição de produtos importados do mercado asiático, através da Rota Bioceânica.

O corredor bioceânico vai reduzir em 30% os custos de transporte de cargas entre Brasil e China e 23% o tempo de viagem, segundo informações do Ministério de Relações Exteriores. Ao todo, 23 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul deverão ser beneficiados pela rota. O corredor rodoviário vai se estender pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Por esse corredor, estarão ligados os municípios de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, no Brasil; Alto Paraguai e Boquerón, no Paraguai; Salta e Jujuy, na Argentina; e Antofagasta, no Chile.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, afirma que a partir da implantação da rota bioceânica ligando o Mato Grosso do Sul aos portos do Pacífico, teremos uma mudança de posicionamento geopolítico. Atualmente, o estado de MS já destina 60% de seus produtos aos países asiáticos e com o novo acesso, isso facilitará as exportações e o desenvolvimento da região. “Isso significa crescimento, maior número de empregos, melhor remuneração dos produtores e a entrada de produtos da Ásia”, explica.

Sobre esse último aspecto, Verruck afirma que o corredor deve fazer do estado um grande distribuidor de produtos importados do mercado asiático. “A Rota significa desenvolvimento, perspectiva estratégica e um novo Mato Grosso do Sul”.

Com extensão de 1.294 metros e investimento de US$ 102,6 milhões (cerca de R$ 504 milhões), custeado pela Itaipu Binacional, a ponte será construída pelo Consórcio PY-BRA, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidade. As empresas têm 36 meses (contados desde o fim do ano passado) para executarem a obra. A previsão é que até 2024 a obra esteja completa para iniciar as exportações.