Amizades podem expandir a qualidade de vida e a saúde, aponta pesquisadora

Neste dia do amigo (20) conheça a história de Daniel e Gabriella

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Por Ana Laura Menegat

Daniel possui a voz solta e animada ao falar de Gabriella. Conta que sem o apoio da amiga, não teria mudado de cidade para correr atrás de seus sonhos. “Influência positiva de forma totalmente direta, sou eu por ela e ela por mim, se ela tá bem, eu tô bem!”, afirma.

Daniel de Souza Baptista tem 18 anos e estuda jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Desde 2009, divide a vida com Gabriella Centurião Canteiro, 17, que faz técnico em informática no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) em Ponta Porã. Nascidos e criados na cidade que faz fronteira com o Paraguai, os dois se conheceram na igreja católica, onde brincavam muito durante as missas e foram ainda mais unidos pelo trabalho de suas mães, que são técnicas em enfermagem em um posto de saúde. “É minha melhor amiga, minha irmã”, afirma Daniel.

Hoje, 20 de julho, é o dia do amigo. Pesquisas mostram que ter amizades duradouras e positivas podem ajudar a tornar as pessoas mais saudáveis e expandir a expectativa de vida. Em seu livro “Amizade: a evolução, biologia e o extraordinário laços fundamental da vida”, a jornalista de ciência Lydia Denworth explica que o envelhecimento das células também está ligado ao sentimento de solidão. A solidão, em um sentido ruim, e as amizades, em um modo positivo, podem impactar também a saúde mental, o sistema imune e até a propensão para doenças cardiovasculares.

No caso dos sul-mato-grossenses, a amizade de 12 anos colaborou para que Daniel se sinta amado. As noites de pijama aos 14 anos, o uso de roupas e pulseira combinando aos 15 e as múltiplas festas surpresas colaboraram para que o futuro jornalista tivesse impulsos positivos em sua autoestima e confiança. “Tem muita coisa pessoal que se não fosse por ela, teria dado tudo errado. Eu tinha desistido de vir para Campo Grande fazer o vestibular e ela me incentivou muito. Hoje eu agradeço, pois uma das melhores escolhas que eu fiz foi vir para cá”, relata Daniel.

As relações foram além deles dois e se expandiram para suas famílias. “Me sinto bem demais, não só com ela, mas a família dela me trata como um membro da família. A casa dela é uma zona de conforto”. É aquilo que diz o ditado: “Quem tem um amigo, tem tudo!”.