Revitalização na antiga rodoviária de Campo Grande tem investimento de R$ 16,5 milhões

As obras têm previsão para iniciar em agosto

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Por Vinícius Reis

No início do mês de julho, a prefeita de Campo Grande, Adriana Lopes, assinou a ordem de serviço para as obras de requalificação da área pública do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu (Antiga rodoviária). Serão investidos R$ 16,5 milhões na revitalização do espaço, sendo R$ 15,3 milhões do Ministério do Desenvolvimento Regional, enquanto o município dará contrapartida de R$ 1,2 milhão.

A antiga estação rodoviária possui 30 mil metros quadrados. Construída na década de 1970, ao longo dos anos o espaço passou por um processo de degradação que provocou o fechamento do centro comercial existente. Hoje, moradores em situação de rua e dependentes químicos ocupam o local e utilizam como forma de moradia.

Com a previsão das obras para o início de agosto, mês que a capital morena comemora seus 123 anos, o projeto de revitalização abrangerá as áreas públicas nos dois pisos do prédio, que somam 5,1 mil metros quadrados, e a construção de 1.070,28 m², em dois andares, na Rua Joaquim Nabuco, entre as antigas plataformas de embarque e desembarque dos ônibus de transporte interestadual e municipal. O espaço vai abrigar a Guarda Civil Metropolitana e a Fundação Social do Trabalho (Funsat).

A antiga rodoviária receberá uma fachada moderna com jardins verticais e além da estética, vai melhorar o isolamento térmico, reduzindo o calor e ajudando a manter a temperatura amena no inverno. A solução também vai reduzir gastos com energia elétrica, já que será necessário menos refrigeração.

A prefeita disse que o local voltará a ser pujante, para trazer de volta o ambiente cultural e de lazer. “Esse prédio voltará aos velhos tempos, como um shopping no centro da cidade”, disse. Além disso, ela vai dobrar os esforços para melhorar a situação dos moradores em situação de rua e dependentes químicos que moram em volta da antiga rodoviária.

Com a revitalização do prédio, a prefeita pretende preservar a saúde e fazer justiça social, pois as pessoas em situação de vulnerabilidade que vivem no entorno vão ser acolhidas, disponibilizando encaminhamento para clínicas, com a concordância do cidadão.

Após 14 anos desativada, essa obra significa muito para a capital e para quem precisa viver do comércio local. Antigamente, existiam em média 230 locais para comércio e hoje apenas 30 continuam abertos com toda situação do ambiente. João Pereira, de 68 anos, tem seu brechó em volta da antiga rodoviária e pontua que essas obras podem ser benéficas para seu trabalho, já que atualmente poucas pessoas vão ao local por receio. “Essa revitalização pode ajudar muito quem tem comércio por aqui. Estamos no centro da cidade, uma ótima localização, espero que após as obras eles devolvam nossos espaços para retornarmos com nosso trabalho”. pontua o vendedor.