Por redação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad definiu a reforma tributária no país como nota "7 ou 7,5", bem como um avanço. "O Brasil saiu de um 2", avaliou em evento realizado pelo BTG Pactual, nesta segunda-feira (6), em São Paulo.
Haddad citou uma análise feita pelo Banco Mundial, a qual classificou o modelo de tributos do país como 184º lugar em um grupo de 190 países. “Meu filho, que é advogado, disse que gostaria de estudar os países que estão abaixo do Brasil para saber se são piores mesmo”.
Outro ponto levantado pelo ministro da Fazendo foi quanto à situação de guerra que ocorre globalmente. “Hoje, estamos numa guerra, em que cada um faz o que pode”. Segundo Fernando Haddad, a reforma é uma garantia de previsibilidade aos agentes econômicos, uma vantagem econômica.
Na ocasião, o ministro também elogiou o mecanismo de revisões de exceções a cada cinco anos proposto pelo parecer do relator no Senado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM). "Não é uma reforma, é uma construção que está sendo feita para aproximar o País ainda mais da realidade do mundo desenvolvido."
Após a Câmara aprovar o texto-base da reforma tributária, em julho deste ano, o Ministério da Fazenda calculou que, considerando as exceções aprovadas pelos deputados, a alíquota-padrão do IVA ficaria entre 25,45% e 27%, ao passo que a tributação sobre o consumo cairia abaixo dos atuais 34,4%.
Os cálculos foram realizados com base na premissa de que a reforma não elevará a carga tributária (peso dos tributos sobre a economia), mantendo a arrecadação dos tributos sobre o consumo na proporção de 12,45% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos).
Na última quinta-feira (2), após se reunir por mais de duas horas com o senador Eduardo Braga, com técnicos do ministério e consultores do Senado que assessoram o relator da proposta, Haddad assegurou que, mesmo com as novas exceções incluídas para beneficiar alguns setores produtivos, a alíquota-padrão não deverá chegar a 28%.