Dados do TSE mostram que 156, 4 milhões de pessoas estão aptas para votar nas eleições deste ano
Este número corresponde a um aumento de 6,21% em relação a 2018
Por Ana Laura Menegat
Dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 156,4 milhões de pessoas estão aptas a votarem nas eleições que acontecem este ano. O número vem crescendo ao longo dos anos, de forma que, em 2014, o número de eleitores era de 142,8 milhões, em 2016, de 146, 2 milhões e em 2018, 147, 1 milhões. O aumento corresponde a 6,21% em relação às últimas eleições para presidente, em 2018.
A maioria do eleitorado é composta pelo público feminino, sendo 53%, enquanto o masculino é de 47%. Dentre o total de potenciais votantes atualmente, 75,52% podem votar fazendo uso da biometria, somando mais de 118,1 milhões de pessoas.
A faixa etária com o maior número de pessoas é entre os 45 e 59 anos, somando 48,3 milhões. No caso de adolescentes e jovens adultos, são 815 mil com 16 anos, pouco mais de um milhão com 17 e 7 milhões entre os 18 e 20 anos.
Raíssa Fernanda Rojas possui 19 anos e tirou o título no ano passado, pois precisava do documento para se matricular na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). “De primeira, eu pensei que precisava ir atrás de um CRAS, não sabia que todo processo era feito online. E inclusive, pensei que ia receber ele físico”, afirma.
Para ela, votar é um ato de cidadania e uma oportunidade de mudança social. “Eu vejo como um direito significativo de atuação em nossa democracia e como uma oportunidade para pesquisar e me adentrar sobre os candidatos e suas propostas. Ver com quais delas eu me identifico, apoio e viso para o futuro do meu país”.
São Paulo e Roraima são estados opostos no número de eleitores, sendo SP o maior colégio eleitoral do país, com 34.667.793 eleitores (22,16%) e RO com 366.240 (0,23%). Mato Grosso do Sul possui 1.996.510, tendo maior concentração na capital com 639.873 pessoas e Figueirão com o menor número, de 2.466.
O número de eleitores que vão votar com o nome social em 2022 é de 37.646 pessoas, o que configura um aumento de 373, 83% em relação a 2018, quando eram 7.945 pessoas. Pamella Yule é produtora cultural, atriz e uma mulher trans que possui o nome já retificado. Segundo ela, o uso do nome social significa também um direito à existência de pessoas transexuais. “Eu acho extremamente importante essa ação de facilitar a burocracia e incluir nome social na hora de votar, porque as eleições são uma das formas mais importantes de exercer a cidadania e ser reconhecida como cidadã ou cidadão é uma prova de que nós existimos e estamos lutando por nossos direitos”, defende.