Em MS, 105 mil pessoas trabalham remotamente e podem lucrar até 85% a mais
O número de pessoas que realizou trabalho por meio de plataformas digitais no estado foi de 23 mil em 2022
Por redação
Mato Grosso do Sul fechou 2022 com 105 mil pessoas em trabalhos remotos. A estimativa é de 85% mais ganhos médios do que a população fora do teletrabalho. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quarta-feira (25), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), com informações sobre teletrabalho e trabalho por meio de plataformas digitais. Conforme a pesquisa, a população em teletrabalhos corresponde a 1,1% da população ocupada. No ranking por Unidades da Federação, Mato Grosso do Sul tem a 18º maior proporção. O primeiro estado, é o Rio de janeiro, com percentual de 3,3%, e o último, Tocantins, com 0,7% da população com trabalhos remotos. Na análise da jornada de trabalho, os trabalhadores plataformizados sul-mato-grossenses trabalhavam, habitualmente, em média, 42,4 horas por semana no trabalho principal, sendo essa jornada 1,4 hora mais extensa que a dos demais ocupados. Essa é a sétima menor média de horas habitualmente trabalhadas em plataformas digitais a nível nacional. O levantamento considera como trabalho remoto aquele executado em um local alternativo ao local padrão de trabalho, ou seja, local onde normalmente se espera que sejam realizadas as atividades daquela ocupação. Já o teletrabalho, é um tipo de trabalho remoto que utiliza dispositivos eletrônicos pessoais, como: computador, tablet ou telefone para realizar o trabalho, sendo que, o uso desses dispositivos precisa ser uma parte essencial da execução do trabalho. Em Mato Grosso do Sul, o total de pessoas com 14 anos ou mais de idade que realizaram trabalho remoto na semana de referência, chegou a 105 mil. Essa população representa 7,5% do total de ocupados do MS.
Rendimento - No 4º trimestre de 2022, o rendimento real habitualmente recebido no trabalho principal foi estimado em R$ 2.811. Entre os plataformizados, esse valor alcançava R$ 5.155, estimativa 85% superior à do rendimento médio dos não plataformizados (R$ 2.786).