Japão encerra embargo e reabre mercado para exportações de frango de MS
País anunciou o fim do embargo após ações de controle da gripe aviaria realizadas pelo estado
Por redação
O embargo japonês às importações de carne de frango e ovos produzidos no Mato Grosso do Sul chegou ao fim. País anunciou na última sexta-feira (20) a reabertura do mercado para as exportações sul-mato-grossenses. Decisão é resultado de uma ação coordenada entre o Ministério da Agricultura (Mapa), a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS (Iagro), que tomaram medidas rigorosas para controlar o caso isolado de gripe aviária confirmado em uma propriedade rural de Bonito. Após a extinção dos focos de gripe aviária no inicio do mês de outubro, o governo estadual comunicou as autoridades sanitárias internacionais e ao governo japonês sobre o encerramento do caso. O secretário da Semadesc, Jaime Verruck declarou que o estado recebeu a "informação oficial de que houve a suspensão do embargo e as empresas podem abater e retomar a exportação para o mercado japonês”. Verruck relata que os órgãos responsáveis agiram de maneira rápida e eficiente. “A Iagro, juntamente com o Mapa, tomou todas as medidas sanitárias de uma maneira ágil, conseguindo fazer o devido controle e encerramento desse foco praticamente em dois, três dias. Mesmo assim, o Japão, como já tinha feito em Santa Catarina, suspendeu as importações de carne de frango de Mato Grosso do Sul". O secretario também explica que, caso o embargo continuasse, teria impacto na economia do estado. “É o segundo maior mercado depois da China, então caso [o embargo] tivesse continuidade, poderia haver impacto na avicultura do nosso Estado. Mas isso não chegou a ocorrer, porque durante esse período, essa produção sul-mato-grossense foi realocada para outros mercados”.
Ele complementa dizendo que “essa situação mostra que a gripe aviária está presente hoje na economia brasileira. São mais de 103 casos, nenhum deles em rebanho comercial, isso é importante destacar. Até o momento, existe uma eficiência das autoridades sanitárias brasileiras de debelar esses casos de uma maneira muito rápida e de uma maneira muito transparente”.