Campo Grande lidera ranking das capitais que tem mais fumantes no país
O consumo de cigarro, narguilé e cigarro eletrônico é o maior na capital em comparativo com as demais capitais do Brasil
Por Vinícius Reis
Campo Grande é a capital que mais possui fumantes no comparativo com as demais capitais brasileiras. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e consta na Pesquisa Nacional de Saúde Escola (PenSe), com dados referentes a 2019. O maior índice está entre os adolescentes e grande parte desta faixa etária já experimentou algum tipo de tabaco, seja o cigarro, narguilé ou cigarro eletrônico.
Na capital de Mato Grosso do Sul, 41,5% dos adolescentes já tiveram contato com estes três tipos de fumo. Rio Branco (30,9%) e Palmas (29,1%) são as segunda e terceira colocadas nesse ranking, assim, Campo Grande está muito distante das próximas colocadas entre as capitais brasileiras que fazem o uso do tabagismo.
De acordo com dados do relatório The Tobacco Atlas (Atlas do tabaco), o brasileiro fuma, no mínimo, 333 cigarros ao ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, em média, um fumante reduz em 15 anos sua expectativa de vida e pelo menos 50% morre por alguma doença relacionada ao uso contínuo do tabaco.
A médica Jéssica Silva é especialista na área de pneumologia e afirma que existem mais de 55 tipos de doenças ligadas ao tabaco. A lista inclui problemas pulmonares, cardiovasculares, oncológicos e psiquiátricos (ansiedade e insônia). “O consumo do tabaco é 90% responsável das mortes de câncer no pulmão, um mal que pode ser evitado e na capital existem centros de apoio para quem deseja parar de consumir o tabagismo”, comenta.
O Programa de Controle do Tabagismo é oferecido na rede pública de saúde e no ano passado atendeu mais de 500 pessoas. Os jovens são os mais resistentes em buscar ajuda com o programa e normalmente quem vai atrás de apoio já teve a saúde comprometida em algum ponto.
Para procurar ajuda e se livrar deste mal, o paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde será encaminhado para um posto que tenha o programa implantado. Atualmente, o projeto é oferecido em 20 unidades na capital.