Na palma da mão: Bancos digitais e suas grandes vantagens

Conheça mais sobre os bancos digitais e suas vantagens sobre os tradicionais

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Uma das principais funções da tecnologia é facilitar a vida. Por isso, existem diversas ferramentas, aparelhos, aplicativos e invenções que dão praticidade no dia a dia. Para quem antes gastava horas em longas filas nas agências bancárias, a criação de bancos digitais resolveu muitos problemas e otimizou o tempo perdido.

O banco digital, ou virtual, é uma instituição bancária que não oferece nenhum tipo de atendimento presencial. Assim, todos os processos e transações são resolvidas à distância, por computador ou pelos aplicativos de celular. Com isso, o cliente evita as filas, tem maior agilidade e não precisa sair de casa para resolver qualquer questão. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) define três pontos para caracterizar um banco digital: todo o processo de cadastro é realizado de forma virtual, os atendimentos são todos por meios eletrônicos e todos os canais de resolução de problemas são digitais, como e-mails ou mensagens via WhatsApp.

Dentre os serviços disponibilizados estão a abertura de contas correntes, emissão de cartões de crédito, investimentos, seguros e até empréstimos, tudo com acesso de forma remota. Também é possível encontrar bancos sem tarifa de manutenção da conta, o que não acontece em todos os bancos físicos. Segundo a economista Sabrina Nakao, essa é uma das principais vantagens. “Algumas instituições, inclusive, têm atendimento 24 horas, já que as equipes de atendimento trabalham de home office”.

Segundo levantamento do Poder360, em 2020 eram 82 milhões de contas nas 7 empresas que atuam no Brasil: Nubank, Banco Inter, Banco Original, C6 Bank, Agibank , Neon e Next. O Nubank detém quase metade dos clientes, com 40 milhões de contas. No comparativo com 2019, quando havia 14,8 milhões de cadastros, o número cresceu quase 300%.

No mundo virtual, além dos bancos digitais, há também outras transações de cunho financeiro pela internet, como o PIX e as transferências por WhatsApp. De acordo com um levantamento da Febraban, em 2020, mais da metade das operações bancárias feitas no Brasil foram realizadas via celular - aproximadamente 52 bilhões de transações. Só o PIX, serviço de pagamento instantâneo, movimentou de novembro de 2020 (sua data de criação) a março de 2021 cerca de 338 milhões de transações.

Tal crescimento pode ser creditado tanto à pandemia e à necessidade de distanciamento social, quanto à agilidade desejada nos processos. Essa nova realidade, contudo, reforça a necessidade de se atentar a possíveis golpes e informações falsas. “Os golpes financeiros acontecem em nome de instituições tradicionais também. As transferências e pagamentos são protegidos por várias camadas de segurança, como o PIN e biometria (uso da impressão digital) em dispositivos compatíveis, fora as tecnologias para não haver vazamento de informações”, alerta Sabrina.

Para evitar cair numa “roubada”, a economista aconselha a não compartilhar dados pessoais pelo telefone, não clicar em links estranhos ou de origem duvidosa e criar senhas fortes para os aplicativos. “Outra forma de proteção é ativar os avisos de transações realizadas, assim, caso receba um aviso de algo que não foi feito por você, ligue imediatamente para o banco”, finalizada.