Internacionalização da arquitetura: Arquitetos brasileiros tendo visibilidade no exterior

A tecnologia rompe a barreira cultural e projetos arquitetônicos brasileiros ganham visibilidade no exterior

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Desde o Egito Antigo, quando o primeiro arquiteto projetou a primeira pirâmide, o espaço urbano nunca mais foi o mesmo, tendo cada vez mais influência na identidade de uma cidade e como forma de demonstração de cultura e poder. Com o passar dos tempos, a arquitetura de cada cultura evoluiu, sempre acompanhando a evolução de movimentos artísticos e culturais que borbulhavam nas grandes metrópoles.

Durante a expansão do Império Romano, deu-se início a internacionalização da arquitetura e de técnicas construtivas, como o uso do cimento, o emprego do arco e outras soluções engenhosas que ajudaram no desenvolvimento da arquitetura mundial como um todo, influenciando arquitetos e criando as primeiras tendências e movimentos arquitetônicos.

Apesar da dimensão do Império, o mundo ainda era dividido por culturas distantes, cujo desenvolvimento arquitetônico não partiu de premissas romanas. Os primeiros responsáveis pela disseminação da arquitetura a um nível global foram as grandes migrações recorrentes de guerras, levando colonos a importar a arquitetura e cultura para um novo país. Logo em seguida, foi a fotografia e o seu emprego em mídias impressas, que vangloriava arquiteturas icônicas em suas capas, difundindo a informação a lugares cada vez mais isolados. O problema é que para ter acesso a livros especializados em arquitetura, você teria que morar em uma metrópole e os livros nem sempre retratavam as construções da época, mas projetos que haviam sido elaborados uma década, ou mais, antes.

Toda essa evolução caminhou a passos lentos, pois temos que entender que era um tempo desprovido de tecnologia digital. A chegada da internet fez com que movimentos arquitetônicos deixassem de ser regionais e passassem a ser globais. Porém, ela ainda era um labirinto onde as pessoas não achavam informação com facilidade. Foram as redes sociais que permitiram que essa explosão de informação circulasse, praticamente, ao vivo e aos alcance do olhar de todos.

Na era digital que vivemos hoje, daqui do Brasil podemos ver o trabalho que um arquiteto de outro país postou minutos após ele apresentá-lo para o seu cliente. Uma informação que antes, para chegar até você, dependia da obra estar concluída, ser reconhecida pelo seu meio de influência e ser publicada - e isso poderia demorar anos, décadas e, talvez, nem chegasse até os profissionais, fazendo com que um futuro arquiteto fosse influenciado, muitas vezes, somente pelo conhecimento adquirido nas universidades e pelo seu entorno.

Nossa conexão atual é tão forte que qualquer início de movimento artístico ou arquitetônico em um país, imediatamente, já influencia outros países, antes mesmo de se tornar um movimento de fato, fazendo com que aquele projeto deixe de ser uma proposta local para ser adaptada por várias outras culturas.

No começo da internet os primeiros escritórios de arquitetura abriram suas filiais em outros países, porém, um investimento para poucos diante dos altos custos. Hoje, por causa das redes sociais, escritórios e arquitetos brasileiros, fora do eixo Rio-São Paulo, já tornaram seus projetos conhecidos em outros países, como o nosso renomado arquiteto Luis Pedro Scalise, que desbravou terras estrangeiras, além de, no sentido inverso, escritórios internacionais que concretizam seus primeiros projetos em terras brasileiras. É o ápice da internacionalização que marcará a era dos novos movimentos mundiais da arquitetura e da arte que não encontram mais barreiras para serem difundidas.

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