Futuro ou presente?: O aumento da indústria de carros elétricos no Brasil
Carros elétricos estão se tornando cada vez mais presentes no trânsito brasileiro
Em que tempo verbal devemos conjugar o verbo eletrificar? Futuro do presente? Pretérito imperfeito? Ouso afirmar que você já deve ter cruzado no trânsito com algum veículo elétrico, mesmo sem saber. Por mais purista e até conservador que você possa ser em relação a eles, definitivamente, a nossa conjugação tem que ser feita no presente. Esse mercado já é realidade e está em amplo crescimento no Brasil e no resto do mundo.
Quem afirma isso são os números. Segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), as vendas dos modelos elétricos superaram 210 mil unidades no primeiro semestre de 2021. É praticamente o dobro do mesmo período de 2020.
Aqui no Brasil, esses números só aumentam. Os dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) revelam que os carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in - que são carregados na tomada – venderam mais de 13 mil unidades nos primeiros seis meses deste ano, o que significa 1,4% do total de automóveis comercializados no Brasil. Com isso tudo acontecendo, cenas como um carro elétrico, totalmente silencioso, ultrapassando você pelas ruas de Campo Grande, já está se tornando normal.
Hoje, o Brasil conta com uma boa gama de carros eletrificados. Mas o alto preço cobrado ainda assusta quem deseja ter um dos modelos na garagem. Para se ter uma ideia, o mais em conta é o JAC iEV 20, que custa R$ 160 mil. Praticamente, todos os segmentos do mercado já possuem um integrante elétrico: hatch, sedã, SUV, picape e até caminhões urbanos já entraram na onda.
caminhões urbanos já entraram na onda. O carro elétrico é realmente fascinante e, sendo dono de um - ou pelo menos dando uma voltinha no quarteirão com qualquer modelo que seja - você percebe sensações diferentes de um veículo normal à combustão. Primeiro, pelo silêncio impressionante. Já que não há os ruídos vindos do motor vibrando, o motorista mais inexperiente pode se confundir em identificar se o carro está ligado ou não. Além disso, o motorista, automaticamente, se torna ecologicamente mais correto, afinal, os modelos 100% elétricos não emitem poluentes.
Agora, o que mais impressiona é o torque, que nos traz aquela sensação de “colar no banco” em uma arrancada. Nem vou entrar aqui em detalhes técnicos, como quilograma-força, metro, etc. Estou falando, simplesmente, da sensação de estar guiando um foguete, independentemente do modelo – seja ele um JAC iEV 20 (o mais barato) ou o Porsche Taycan (que custa a bagatela de R$ 615 mil). Nos caso desse segundo, claro, a “colada” é bem mais forte.
Pelo fato de ser elétrico, ao pisar no acelerador, o carro responde na hora. Você tem o máximo de potência que o veículo pode proporcionar em fração de segundos, sem que ele atinja um número “x” de rotações do motor. E isso é incrível!
Infelizmente, apesar dos números estarem crescendo diariamente aqui no país, a experiência é para poucos. É preciso pensar na bateria dos modelos que não têm uma autonomia tão grande e em locais onde se possa carregar o veículo, já que a infraestrutura do Brasil ainda está engatinhando. Com as versões atuais, é possível viajar de São Paulo até o Rio de Janeiro sem problemas, mas para nós, ao lado do Pantanal, apenas uma ida a Bonito demandaria chegar na entrada da cidade procurando uma tomada e pisando de leve no acelerador.
Para quem tem bala na agulha e pode fazer esse investimento: seja bem-vindo ao futuro do pretérito... Ou seria ao presente do indicativo?
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