Fisioterapia para pets: A sua importância a para a vida do animal

Saiba sobre o tratamento que dá mais qualidade de vida para seu bichinho de estimação

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A fisioterapia veterinária surgiu, inicialmente, como uma adaptação das técnicas utilizadas no tratamento humano. Sua aplicação era mais comum em cavalos, mas ganhou espaço e visibilidade, nos últimos anos, no tratamento de animais de pequeno porte. Os métodos de reabilitação empregados têm o intuito de promover o bem-estar e a saúde dos bichinhos de estimação.

Segundo a fisiatra do Centro de Especialidades Médico Veterinário (CEMEV), Glecy Cerutti, o objetivo da fisioterapia é proporcionar qualidade de vida aos pets, visando a retomada da função motora, ajudando no tratamento da dor. Além da recuperação de lesões, a fisioterapia para os animais também é recomendada após cirurgias, para auxiliar na cicatrização, diminuir o inchaço e melhorar a mobilidade.

Os principais problemas tratados com a técnica são hérnias de disco, luxação de patela, ruptura de ligamento, displasia coxofemoral (alteração anatômica nas articulações coxofemorais), luxação de ombro, artrose, entre outros - inclusive sequelas de cinomose.

Glecy conta que as clínicas têm recebido muitos casos de cães e gatos jovens com disfunções ortopédicas. “A explicação para isso, em geral, é a combinação de pisos lisos com camas ou sofás altos, que são péssimos para as articulações dos pets.”, explica a veterinária.

Os pisos recomendados para o bem-estar dos bichos são os que promovem estabilidade, diminuindo o impacto na articulação, como cimento, terra ou grama. Para quem não possui esses tipos de pavimentos em casa, o ideal é evitar que os pets saltem do sofá ou da cama. Outra possibilidade é colocar passadeiras emborrachadas dentro de casa e deixar tatames espalhados pelo quintal.

Na recuperação dos animais lesionados, os exercícios mais utilizados são os que retomam a mobilidade de forma natural, como os praticados no solo, pilates e hidro. Além disso, ao primeiro sinal de melhora, o pet não é retirado da fisioterapia de maneira brusca. “Nós temos um protocolo a seguir. Começamos o fortalecimento e trabalhamos o organismo do animal para que ele não tenha uma recaída. O processo de desmame funciona gradativamente, iniciamos duas vezes na semana e vamos diminuindo os dias de terapia até dar alta”, complementa a fisiatra.

A especialista acrescenta que, apesar de ser muito usada para proporcionar a reabilitação, a fisioterapia veterinária também pode ser utilizada de maneira preventiva em animais predispostos a algum tipo de lesão.

Principais técnicas para fisioterapia em pets:

Termoterapia: utiliza o frio e o calor no local lesionado;

Massoterapia: diminuiu a tensão muscular e a dor;

Cinesioterapia: por meio de alongamentos e exercícios orientados, retoma as funções dos sistemas acometidos;

Eletroterapia: o aparelho gera corrente elétrica, causando analgesia, relaxamento ou fortalecimento muscular;

Laserterapia: mede fatores de inflamação, estimula a pro dução de colágeno, a ossificação e a neovascularização nos tecidos;

Hidroterapia: aumenta a circulação sanguínea, diminui a dor, aumenta a flexibilidade e mobilidade, fortalece o tônus muscular e auxilia no equilíbrio, coordenação e manutenção da postura.

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