Por Wendell Reis | InvestigaMS
Professores da rede municipal e estadual de ensino protestaram durante sessão na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (27). Os professores reclamam de requerimentos aprovados pelos deputados questionando professor em sala de aula.
Os professores leram trecho da Constituição que fala da liberdade de cátedra ou liberdade acadêmica, um princípio que assegura a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.
O texto, longo, interrompeu a sessão na Assembleia Legislativa, o que provocou protesto de deputados. O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP) solicitou que os professores interrompessem a leitura, mas foi ignorado.
Professores passaram a entoar o grito de “fora Tavares” contra o deputado Rafael Tavares (PRTB), autor de requerimentos que questionam a conduta de professores. No último, aprovado na semana passada, ele questionou a conduta de uma professora que classificou Jair Bolsonaro como de extrema direita.
Os gritos dos professores irritou o presidente da Assembleia. Ele disse que o comportamento dos educadores não representava o respeito que passam para os alunos, já que estavam impedindo a fala do deputado Pedro Kemp (PT), um defensor das causas dos professores.
Os professores continuaram a vaiar, até que Pedro Kemp iniciou a fala no pequeno expediente. Entretanto, apoiou o protesto, afirmando que a Casa de Leis faltou com respeito com professores quando votou requerimento perseguindo a categoria. “A liberdade Cátedra foi desrespeitada”, afirmou.
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