Carros mais que inteligentes: Novas tecnologias que possibilitam coisas surpreendentes

Tecnologia embarcada deixa os veículos mais autônomos, a ponto de possibilitar que um motorista tire um cochilo rápido enquanto trafega por uma rodovia

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Parece coisa de filme futurista, mas é possível, sim, deixar que o próprio carro assuma a direção durante uma viagem por uma rodovia. Claro que não qualquer carro, seria necessário desembolsar alguns milhares de reais, dentro dos seis dígitos, para tornar isso viável, mas há cerca de 5 anos essa possibilidade era inacessível e caríssima.

A maioria dos carros de luxo, hoje em dia, já dis- põe de tecnologias que compõem a chamada “di- reção autônoma ou semiautônoma”, sistemas que permitem que o veículo execute várias tarefas sem a interferência do motorista, dentre elas: corrigir a trajetória quando se sai da faixa, fazer curvas ou manobras sozinho, reduzir a velocidade ao se aproximar de um veículo à frente e até mesmo frear bruscamente diante de um obstáculo inesperado, como um animal ou uma pessoa atravessando a pista. Há também sistemas que detectam o fechamento das pálpebras do motorista num possível cochilo, corrigem a trajetória de volta à pista e até param o carro no acostamento evitando um acidente.

Hoje a direção autônoma se divide em cinco níveis, de acordo com o que se realiza. Os sistemas vão desde aqueles que apenas monitoram o comportamento do motorista, fazendo alertas sobre erros de condução, até os que podem assumir total controle sobre o carro. Exemplos assim podem ser vistos em alguns modelos da Tesla (do bilionário Elon Musk), que permitem que o motorista seja apenas um passageiro, sem a necessidade de interferência na direção - a não ser em casos de extremo perigo. Em situações mais moderadas, o próprio carro consegue tomar decisões para corrigir os erros durante um trajeto pré-estabelecido e voltar a trafegar com segurança.

Alguns desses sistemas, que já estão presentes em carros que custam menos de R$ 200 mil, só eram vistos antes em veículos acima de R$ 500 mil. Um deles é o chamado Park Assist, presente desde 2019 em modelos como o T-Cross, da VW, que custa em torno de R$ 130 mil. Com ele, o carro estaciona sozinho, sem a necessidade de usar o acelerador, freio ou direção, ainda que a vaga seja um pouco apertada. Outros sistemas interessantes, mas não tão incríveis assim, podem ser encontrados em veículos mais “populares”, como o que segura o carro sozinho no aclive, sem precisar pisar no freio, encontrado no Polo MSi 1.6 de câmbio manual.

Existem, ainda, muitos outros recursos, como: sistema wi-fi próprio (melhor que o de muitas operadoras), assistentes que conversam com o motorista para auxiliá-lo em qualquer situação (como o My Link, da Chevrolet), espelhamento do celular no sistema multimídia (já existentes em carros 1.0), carregamento por indução no console e até faróis de led inteligentes que, ao cruzar um veículo, apagam os leds que poderiam atingir os olhos do condutor no sentido contrário – sistema presente em Mercedes e Audi.

É claro que desfrutar de toda essa tecnologia, na maior parte dos veículos, exige um bolso recheado. Mas tenha paciência, as inovações estão se tornando mais baratas e logo serão tão comuns quanto um câmbio automático ou vidro-elétrico nas portas traseiras – conveniências que até bem pouco tempo atrás eram um luxos caros fora do pacote de fábrica.

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