Líder do movimento ‘Lula Livre’ no Estado ganhará cargo do Governo Federal

Ele liderava caravanas que viajavam para outros estados em protesto contra a prisão

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Wendell Reis | InvestigaMS

Genilson Duarte será o superintendente do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) em Mato Grosso do Sul. O nome dele foi indicado para o ministro das Relações Institucionais do Governo de Luís Inácio da Lula, Alexandre Padilha, que é o responsável por escolher quem assume as funções nos estados. O indicado do PT é ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e organizador, em Mato Grosso do Sul, do movimento “Lula Livre”, que pedia a soltura do então ex-presidente. Ele liderava caravanas que viajavam para outros estados em protesto contra a prisão. “Estava à frente da CUT/MS e organizei junto com aqueles que viam a prisão como injusta. Entendia que na verdade havia uma perseguição visando tirar o ex-presidente aquela época de disputar as eleições de 2018”, lembra. Genilson é cotado para um cargo que foi reivindicado por indígenas em Mato Grosso do Sul, mas ressalta que foi indicado pelo partido. “Agora, por conta do novo governo, numa discussão dos cargos federais, meu nome foi lembrado nas discussões do sindicato da CUT, no setorial de saúde do partido e, por fim, aqui no estado, na executiva do PT, sendo aprovado em todos eles”, contou. O sindicalista pondera que os indígenas têm legitimidade de reivindicar, mas sente-se preparado para a função, visto que tem conhecimento dos problemas que precisam ser sanados na saúde indígena. “Assumindo o Dsei, enfrentaremos duas prioridades que precisam com urgências ser resolvidas: primeira é medicamento e a segunda é questão da falta de água. Vamos trabalhar junto às lideranças e caciques de cada aldeia, atendendo suas demandas no que diz respeito à saúde e saneamento (água), minimizando as dificuldades pela qual passa hoje a população indígena no nosso Estado. Também quero levar ações preventivas através dos profissionais que temos no que mais tem atingido a população indígena em seus territórios “, detalhou. Polêmica Um grupo do setorial indígena do PT de Dourados e Membros da Região divulgou uma carta no mês passado questionando a possível indicação de Dionedison Terena para o cargo. Eles defendiam a indicação de Arildo Terena para coordenação e Silvio Ortiz Kaoiwá, adjunto. “Fizemos as discussões e as indicações e decisões do Setorial ocorreu juntamente com as forças das bases como membros da APIB Cone SUL, Aty Guasu, Aty Jovem, Kunhangue Jeroky Guasu Marangatu, Representantes de professores, Comissão de questões indígenas de Dourados, Aty Kunha/Dourados e Setorial Indígena e demais membros filiados da Região da grande Dourados conforme documento já enviado a Vossas Excelências via Setorial e Aty Guasu. Enviamos o documento para que os nomes fossem analisados. Sem respostas e acompanhando a indicação de NÃO INDÍGENAS principalmente para o DSEI/MS, decidimos cobrar uma resposta urgente por parte dos parlamentares do Partido”, diz o documento já enviado a deputados. O grupo defende um indígena no comando e não abre mão do direito de participar das indicações. “Queremos INDIGENAS na SESAI e FUNAI! Não abriremos mão desse direito que o próprio Presidente da República reconhece a capacidade e habilidade dos Povos Indígenas assumirem as Instituições que estão diretamente ligado aos Povos Indígenas! . Queremos esse mesmo comprometimento dos parlamentares do PT/MS, em ajudar, apoiar e acreditar no protagonismo indígena de homens e de mulheres em nomear indígenas compromissados com a Democracia, com a Justiça, com a Igualdade e respeito para compor o governo Lula. E não queremos qualquer indígena ligados aos ideais, visão e atitudes bolsonaristas, que comungam com ações e atitudes de exploração, racismo, opressão, machistas, e que são oportunistas querendo conquistar cargos na violência”, detalha em outro trecho.

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